Invierno Nuclear - Devastação metalpunk chilena


Sempre gosto de sair por aí garimpando bandas novas na cena underground, e não me refiro somente à bandas nacionais, e sim do mundo todo, pois bem já tinha cantado o Conquest for Death, "Many Nations, One Underground". A essência da coisa sempre será a mesma em qualquer lugar, barulheira, gente se quebrando, bebedeira, diversão, colaboração e não competição. E é numa dessas que conheci o Invierno Nuclear.

A banda é do Chile e está na ativa desde 2010, mandando um metalpunk lo-fi e destruidor, com fortes influências crust e thrash, citando nomes como Motörhead, Discharge, Onslaught, Toxic Holocaust, Venom, Slayer, Doom e Misfits. Sendo assim, não poderia dar errado. A crueza e agressividade do punk aliados ao peso metaleiro.



A banda soa como um Toxic Holocaust dos esgotos, pobre, podre e maltrapilho, metalpunk lo-fi, com muita distorção e riffs metaleiros, aquele vocal podre, meio punk babão e meio ogro, bateria simples mandando o bom e velho d-beat no módulo "vai cavalo!" e pra melhorar, letras cantadas em espanhol, obviamente tratanto temas como guerra, abuso policial, desgraça, capeta, bebedeira e afins. Tudo para deixar o autor dessa postagem feliz!

A banda conta atualmente com Suicida na guitarra e voz, Nico na guitarra, Pancho no baixo e Ciro na bateria. Eles tem uma demo de 7 músicas (com direito à cover de Onslaught) que pode ser ouvida e baixada no bandcamp dos caras. Se você gosta de barulheira lo-fi, sem frescura, está aí uma banda mais que recomendada. Creio que eles tem um futuro promissor pela frente e que eles tem tudo para ser uma das maiores representantes do metalpunk na América do Sul,  e espero que em breve, venham tocar aqui no Brasil.

The Members - O som dos subúrbios

  

Formada em Camberley (espécie de cidade satélite de Londres) em 1976 por Nicky Tesco (vocal) e J.C (guitarra) o Members foi uma das melhores bandas da primeira era punk. Embora muito comparados ao Clash pela monstruosa influência reggae que tinham no som, a banda é muito mais que um genérico do conjunto de Joe Strummer. O Members é a autêntica banda dos subúrbios londrinos dos anos 70, e embora tenha sido um pouco ofuscada pelo sucesso de bandas maiores como o próprio Clash e o Sex Pistols no meio de toda aquela explosão punk na época, gravou seu nome na história do punk rock.

No início, a banda sofreu por inúmeras alterações na formação até estabilizar com Nigel Bennett no baixo, Chris Payne na segunda guitarra e Adrian Lillywhite na batera. A primeira aparição em vinil foi na histórica coletânea "Streets" de 1977 com a sensacional "Fear In The Streets", um manifesto contra as gangues neonazistas que se formavam na época. Aliás, o Members foi sempre uma banda que deixou um pouco de lado a politicagem em suas letras, ao invés disso, retratavam em suas letras o cotidiano dos subúrbios londrinos e eventuais tirações de sarro.



Ainda em 1977 lançaram um compacto com "Solitary Confinement" e "Drain Pipe", pela lendária Stiff Records, a grende responsável pelo lançamento de muitas bandas punks daquela época. Já no final de 1978 tinham uma certa fama no Reino Unido e foram contratados pela Virgin, e o primeiro lançamento pela nova gravadora foi o clássico compacto "Sound of the Suburbs", talvez o maior clássico dos caras, que fala sobre o cotidiano suburbano. O compacto vendeu na época cerca de 250 mil cópias, o que ajudou e MUITO a banda a ter todo o apoio necessário para gravar o primeiro disco, "At Chelsea Nightclub".



"At Chelsea Nightclub" foi lançado em 1979 e não canso de me dizer, é um clássico da primeira era punk e um dos meus discos preferidos de todos os tempos. Aqui no blog não costumo comentar muito dos discos, mas esse em especial me vejo obrigado a comentar faixa a faixa. O disco abre com a instrumental "Electricity" e já emenda com "Sally", que mostra toda a sagacidade da banda ao misturar a energia do punk rock com alguns acordes simples de reggae. Não podemos negar que o Members abriu caminhos para o "movimento" 2 Tone e para o que mais tarde seria chamado de "ska-punk" nos anos 90, "Sally" é a prova disso. "Soho A Go Go" é um pouco mais melódica, porém ao mesmo tempo pesada, e "Don't Push" é Clash total. O ponto alto do disco chega agora, com "Solitary Confinement". Com arranjos de arrepiar os pelinhos do saco mesclando punk rock com reggae com muita sagacidade, a letra também merece destaque. Fala sobre uma situação muito vivida na época. Garotos suburbanos tinham brigas com seus pais e familiares, iam morar na grande Londres e acabavam encontrando problemas na cidade grande e se perdiam na solidão da metrópole. A situação foi vivida pelo próprio Nick e é basicamente uma autobiografia do mesmo. Uma das melhores canções de todos os tempos.



"Frustrated Bagshot" vem à seguir e mostra um punkabilly afiado, seguido de "Stand Up and Spit", um reggaezão bem maconheiro, pra acender aquela bomba "labrador" estilo Cheech & Chong. "Sound Of the Suburbs" é a próxima e eu nem vou comentar porque é simplesmente um clássico do punk rock. "Phone In Show" é uma descontraída música sobre masturbação com bastante swing e bastante empolgante. "Love In A Lift" é a mais calminha do disco, mas ainda sim do caralho. Tem ótimas variações e ótimos riffs, Clash total também. "At Chelsea Nigthclub" encerra o disco com estilo, com um punk rock nervoso, agressivo e perfeito para pogar.

O disco foi bem recebido e a banda ficou sendo idolatrada pela molecada suburbana. É um disco que considero essencial para quem quer ser entendedor de música e em especial punk rock, como já disse e nunca vou cansar de dizer, um clássico, um dos meus discos preferidos dentre todos.

A banda continuou na ativa até 1983 e nisso lançaram alguns singles ainda em 1979, pouco tempo após o lançamento de "At Chelsea Nightclub". Eram eles "Offshore Bank Business", um ska foderoso que já prenunciava a explosão 2 Tone e um compacto extremamente punk rock street com "Killing Time" e "GLC". Em 1980 lançaram "The Choice Is Yours", um disco que, não é ruim, é bom até, mas não consigo gostar tanto como o "At Chelsea Nightclub". O disco tem certos flertes com new wave, produção fraca e não chega nem perto de seu antecessor, mas não deixa de ser um bom disco, que vale a pena ser conferido. O disco teve mais repercussão nos EUA do que na Inglaterra, ao contrário do antecessor, e não vendeu tanto quanto o primeiro. O contrato com a gravadora não demorou a ser rompido e à partir de 81 a banda virou uma merda total, abandonando completamente o som dos subúrbios, uma merda grande e fedida que não vale nem a pena comentar sobre.


Enfim, deixo pra vocês "At Chelsea Nightclub", um dos maiores e melhores discos punks da história. Ouçam e digam se tenho ou não razão (é claro que eu tenho, porra! mas...).

P.S.: os links dos posts sobre o Poison Idea, Damn Laser Vampires, Sonic's Rendezvous Band e do box Nuggets estão re-upados no novo servidor. À partir de agora todos os arquivos que eu subir serão upados no Zippyshare, um servidor bem underground e por isso sem frescuras. Obrigado pela paciência de todos.

Informação de utilidade pública

Pessoal, antes de mais nada, como o Rodrigo falou, o blog andou meio parado nos últimos dias, mas foi porque desde segunda-feira passada eu estava sem internet, devido a um problema que a GVT enfrentou aqui na região onde moro e ao invés de tentar resolver só ficou enrolando. A internet voltou ontem à noite e vejo que muitos leitores do blog estão tendo problemas com os links aqui.

Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos leitores por ter escolhido um servidor tão porco e burocrático como o Rapidshare para hospedar os arquivos. Ele mudou toda a sua política recentemente e eu não fiquei sabendo de merda nenhuma, e agora está cheio das frescurites. Antes todos os meus arquivos estavam sendo tratados como "privados" e eu não fazia nem ideia disso. Consegui resolver o problema e agora fiquei sabendo que existe um limite de download para usuários free de até 1 GB por dia. Se os usuários baixaram mais que isso da minha conta em 24 horas... "File owner's public traffic exhausted".

Em função disso estarei trocando de servidor ainda hoje e na medida do possível estarei re-upando tudo nesse novo servidor, mas a prioridade serão postagens novas no momento. Nenhum link está expirado, só o Rapidshare que está cada vez mais gay e burocrático. E desculpem-me por todos os transtornos ultimamente, já estou upando alguns arquivos antigos no servidor novo e ainda hoje trarei uma postagem nova para vocês. 

Fukpig - O punk está morto, agora é necropunk


O blog esteve parado esses dias devido ao Maurício estar tendo problemas com a internet. Então como eu não tenho postado muita coisas esses dias, resolvi da um update para nossos leitores não se sentirem no vácuo. Vamos lá então:


Fukpig é uma banda britânica que se auto rotula como "necropunk", o que diabos é isso? Pelo que se ouve, uma mistura de grindcore com black metal e crust punk. Tipo um Impaled Nazarene no Rapture, só que com mais influências de Disrupt e Extreme Noise Terror. Iniciado em 2001 e depois entrando em hiato (já que quase todos os membros do Fukpig são do Anaal Nathrakh), porém em 2008 voltaram a ativa e  começaram a gravar material sem parar até agora.

Ao vivo a banda usa máscaras e capuzes que parecem mais com um Klu Klux Klan invertido com paint corpse de Black metal, mas já que a formação é basicamente o Anaal sem o Mick Kenney, entenderia que tal decisão seria para não confundir o público. Mas e a música? A mistura do black metal "no core, no mosh, no fun" vai dar certo com a barulhada do grindcore?

Drunk no stage diving, onde está seu Euronymous agora?
Mas é claro que sim, o que acho até o mais curioso é o uso de teclados e corais (fakes de sintetizador, mas ainda corais) nas canções. O que seria de músicas como "The Horror is Here" sem aquela intro? Adiciona um ar e personalidade único na parada.


O Fukpig tem 3 álbuns, 1 EP, 2 splits e 2 demos. Não tenho muito por onde recomendar, pois eles não mudam tanto a sonoridade de um álbum pro outro (exceto Depths Of Humanity, que é um Crust/Grind comedor de cus!), mas só sacar o Bandcamp dos caras, todos os discos (exceto o 3) e músicas estão lá com download no modo "pague o quanto quiser", só pegar lá!


Discografia:
Depths Of Humanity (Demo, 2001)
Spewings from a selfish nation (2009)
Belief Is The Death Of Intelligence (2010)
Batcave Full Of Bastards (EP, 2011)
Split com Selfless (2011)
3 (2012)
Split com Kroh (2012)
Bombs Of War (Demo, gravada em 2002 mas só lançada em 2012)

Life Is A Lie - Os Tiranos do "Blackcore"


Não, meus caros, não é nenhum gênero novo no qual gravadoras e garotos bem vestidos querem usar dos extremismos pra promoverem suas vaidades e estupidez. LIAL uma daquelas pérolas kvlt escondidas no meio do Brasil, como o ROT, I Shot Cyrus, Sick Terror e Point Of No Return.

Vindos de São Paulo e formado das cinzas do Parental Advosory, o Life Is A Lie é aquele tipo de grupo que tu não vê alguém fazer algo semelhante, uma mistura do niilismo e barulho grindero do Cripple Bastards com o "feeling maligno" de bandas de black metal como o Impaled Nazarene. 


No quesito lírico, temos outra coisa única, misantropia e filosofia são o foco principal, nada de panfletarismos ou sonhos utópicos onde um mundo será um grande squat comunitário e feliz. Para complementar, todas as letras de seus discos são acompanhadas de um comentário, além de um manifesto introdutório que acompanham cada full length.


Após 2 álbuns, participações em 2 coletâneas e um split com o ROT, a banda terminou, porém deixaram uma grande marca na cena nacional. Hoje em dia, os membros ainda atuam, alguns tocando em outras bandas como Le Mars, outros continuam em meios literários como o blog Dissolve Coagula e a editora Ugra Press.


Faço questão de que os leitores deste blog conhecam o Life Is A Lie, escutem, apreciem e disseminem as belas obras desses caras. Ainda mais que o hardcore/grind brazuca tem muito a oferecer e inspira até bandas tributo do gênero no exterior (coisa que deixaremos pra outro post).


Abaixo está um link para download do álbum "Tomo II - Sobre Os Fundamentos Da Ordem". E de bônus para curiosos, coloco esse vídeo do live do Parental Advisory.


Discografia:
Life is a Lie - 2002
Tomo II: Sobre os Fundamentos d'A Ordem - 2007
Life Is A Lie / ROT Split - 2008

Download: Tomo II

Sonic's Rendezvous Band - Os papais do Hellacopters


A Sonic's Rendezvous Band (assim como o New Order) surgiu da separação dos lendários grupos de Detroit Stooges e MC5. Formada em Ann Arbor, Michigan, por Fred Sonic Smith (ex-MC5) na guitarra e vocal, Scott Asheton (ex-Stooges) na bateria e pelos também veteranos de Detroit Scott Morgan (ex-Rationals) na guitarra base e Gary Rasmussen (ex-The Up) no baixo, a Sonic's Rendezvous Band teve vida curta, teve início em 1975 e encerrou suas atividades em 1980.

Como os caras estavam sempre duros, gastando toda a pouca grana que tinham em drogas e coisas do tipo, eles nunca lançaram nada além de um único single, "City Slang", nesse tempo que estiveram em atividade. Porém o single despertou curiosidade e chamou a atenção dos fãs do rock 'n' roll de Detroit, com apenas uma música, mas que mostrava algo muito à frente de sua época, "City Slang" era um rock 'n' roll simples, pesado, agressivo jamais visto antes. Era a antecipação do Hellacopters em 20 anos. E por muito tempo esse single e bootlegs toscos e malgravados de shows ao vivo e demos lo-fi foram tudo o que circulou da banda por aí.



Até que nos anos 90, houve um resgate da banda pela Total Energy Records e Mack Aborn Rhythm Arts, que conseguiram lançar alguns registros de ensaios, demos e registros ao vivo da banda em boa qualidade, e com autorização da mesma. A Total Energy conseguiu resgatar a "Electrophonic Tonic", que seria o lado B do single "City Slang", porém como já foi dito os caras tinham muito pouco dinheiro e conseguiram gravar apenas uma música para o single. No final dos anos 90 a Mack Aborn Rhythm Arts lançou "Sweet Nothing", um disco ao vivo em Ann Arbor e a coletânea "City Slang", com material ao vivo e alguns registros de ensaio. Já em 2006, com alguns discos póstumos lançados e um certo culto à banda e seu legado, a Easy Action, com ajuda dos próprios membros da banda, lançou um box de 6 discos com muito material ao vivo até então inédito, registros de ensaio e tudo que foi possível reunir. Esse é o material que trago pra vocês hoje e é também tudo que você precisa sacar da Sonic's Rendezvous Band.


Pode-se dizer a Sonic's Rendezvous Band foi uma banda que demorou, mas conseguiu seu reconhecimento, e que muito mais plantou do que colheu, coisa que é bem comum nesse mundo louco do rock 'n' roll. Como disse anteriormente também, a Sonic's Rendezvous Band foi a antecipação do Hellacopters e também de toda aquela corja do rock sueco e derivados que viriam junto em pelo menos 20 anos, era uma banda à frente de seu tempo. O Hellacopters é praticamente uma versão "atualizada" do Sonic's Rendezvous Band (não que isso seja ruim, eu gosto muito do Hellacopters e inclusive foi por meio deles que cheguei até a Sonic's Rendezvous Band), e inclusive nunca negaram a influência e regravaram várias músicas dos veteranos de Detroit. Foram também em partes, um dos responsáveis pelo reinteresse na banda. São os filhinhos da Sonic's Rendezvous Band, e aprenderam muito com os ensinamentos de seus pais. Por isso digo gurizada, procurem sempre pelas influências das bandas que vocês gostam, vocês vão ver que a coisa é bem mais do que aquilo que você pensa... No mais, façam bom proveito desse maravilhoso box e deliciem-se nesse mar de puro rock regressivo e enérgico!



V.A. - Rockin' Bones: 1950's Punk & Rockabilly


Acabo de perceber que ainda não tem absolutamente nada de rockabilly no blog, então pra introduzir o estilo nessa bagaça, nada melhor que um box fudidamente lindo de 4 discos abrangendo praticamente tudo dentro do estilo, desde o rei Elvis Presley, o Deus Johnny Cash até os renegados Ronnie Allen e Hasil Adkins.

Considero o "Rockin' Bones" um dos elementos essenciais no acervo de qualquer um que seja fã de rock regressivo, pois a raíz do mesmo está aqui. Canções rápidas, frenéticas, simples e selvagens, algumas beirando o punk até. O verdadeiro rock 'n' roll, sem frescuras e mimimis está aqui. E se você não conhece nada de rockabilly aí está uma baita chance pra começar no estilo, pois como falei é uma coletânea bem abrangente, que pega desde os ícones da Sun Records até os renegados de gravadoras desconhecidas que não lançaram mais que alguns compactos.

E não espere por baladinhas, aqui temos só paulada, rock 'n' roll no estado bruto, pra você ouvir cometendo deliquências juvenis, disputando racha, colocar naquela churrascada entre os amigos e chamar pra dançar aquela gostosa que você sempre quis dar uns pegas e ir pros finalmentes no banco de trás do cadillac, som pra levantar o topete e meter a jaqueta de couro naquele estilão James Dean!

Sem mais enrolações, segue a tracklist de cada disco e os links para baixá-los. Se você ainda não tem isso aqui, faça um favor à você mesmo e BAIXE JÁ!

Disco I

1. Rockin' Bones - Ronnie Dawson
2. Let's Go Baby - Billy Eldridge
3. Baby Let's Play House - Elvis Presley
4. Little Girl - John & Jackie
5. Cat Man - Gene Vincent
6. Lobo Jones - Jackie Gotroe
7. Juvenile Delinquent - Ronnie Allen
8. Froggy Went A Courting - Danny Dell
9. Rattlesnake Daddy - Joe D. Johnson
10. Down On The Farm - Al Downing
11. Rockin' In The Graveyard - Jackie Morningstar
12. Dancing Doll - Art Adams
13. Long Blond Hair, Red Rose Lips - Johnny Powers
14. Action Packed - Johnny Dollar
15. Boppin' High School Baby - Don Willis
16. Believe What You Say - Ricky Nelson
17. Sunglasses After Dark - Dwight Pullen
18. Rumble - Link Wray
19. Down The Line - Buddy Holly
20. Pink Cadillac - Larry Dowd
21. Black Cadillac - Joyce Green
22. Who's Been Here - Commonwealth Jones
23. I Need A Man - Barbara Pittman
24. Please Give Me Something - Bill Allen
25. Sinners - Freddie And The Hitch-Hikers 



Disco II

1. Rock Around With Ollie Vee - Buddy Holly
2. Lou Lou - Darrell Rhodes
3. Rock Crazy Baby - Art Adams
4. Love Bug Crawl - Jimmy Edwards
5. Fool I Am - Pat Ferguson
6. Red Hot - Bob Luman
7. Love Me - The Phantom
8. She's My Witch - Kip Tyler
9. Lordy Hoody - Tommy Blake
10. Bloodshot - The String Kings
11. Trouble - Jackie DeShannon
12. Hot Shot - Ronnie Pearson
13. Long Gone Daddy - Pat Cupp
14. Curfew - Steve Carl
15. Put Your Cat Clothes On - Carl Perkins
16. Pink And Black - Sonny Fisher
17. Domino - Roy Orbison
18. Jungle Rock - Hank Mizell
19. Ubangi Stomp - Warren Smith
20. Chicken Walk - Hasil Adkins
21. Chicken Rock - Fat Daddy Holmes
22. Eeny-Meeny-Miney-Moe - Bob And Lucille
23. Shirley Lee - Bobby Lee Trammell
24. Woman Love - Gene Vincent
25. One Night Of Sin - Elvis Presley 




Disco III

1. Blue Suede Shoes - Carl Perkins
2. Duck Tail - Joe Clay
3. Stack-A-Records - Tom Tall
4. Daddy-O-Rock - Jeff Daniels
5. Move - Boyd Bennett
6. Brand New Cadillac - Vince Taylor
7. Rumble Rock - Kip Tyler
8. Hep Cat - Larry Terry
9. Cast Iron Arm - Peanuts Wilson
10. Switch Blade Sam - Jeff Daniels
11. Ballin' Keen - Boby & Terry Caraway
12. Sweet Rockin' Baby - Sonny West
13. Get Rhythm - Johnny Cash
14. Rock Billy Boogie - Johnny Burnette
15. Crazy Baby - The Rockin' R's
16. Susie-Q - Dale Hawkins
17. Worried 'Bout You Baby - Maylon Humphries
18. I Love My Baby - The Phaetons
19. Come On Little Mama - Ray Harris
20. Whistle Bait - Lorrie And Larry Collins
21. Spin The Bottle - Benny Joy
22. Bertha Lou - Dorsey Burnette
23. Real Gone Daddy - Jim Flaherty's Caravan
24. My Pink Cadillac - Hal Willis
25. Draggin' - Curtis Gordon


Disco IV

1. Action Packed - Ronnie Dee
2. Shakin' All Over - Johnny Kidd
3. Who Do You Love - Ronnie Hawkins
4. Summertime Blues - Eddie Cochran
5. The Way I Walk - Jack Scott
6. Wild Wild Women - Johnny Carol
7. Oooh-Eeee - Ric Cartey
8. Get Hot Or Go Home - John Kerby
9. Swamp Gal - Tommy Bell
10. Miss Pearl - Jimmy Wages
11. Mercy - Lorrie And Larry Collins
12. Rock Boppin' Baby - Edwin Bruce
13. Rockin' Daddy - Eddie Bond
14. Rock It - Thumper Jones (George Jones)
15. Rhythm And Booze - Corky Jones (Buck Owens)
16. Flyin' Saucers Rock 'N' Roll - Billy Lee Riley
17. Shake Um Up Rock - Benny Cliff Trio
18. Red Hot Rockin' Blues - Jesse James
19. Bang Bang - Janis Martin
20. One Hand Loose - Charlie Feathers
21. Whole Lot Of Shakin' Going On - Jerry Lee Lewis
22. Fujiyama Mama - Wanda Jackson
23. I Got A Rocket In My Pocket - Jimmy Lloyd
24. Oh Love - Don Wade
25. School Of Rock 'N Roll - Gene Summers
26. Rock-N-Bones - Elroy Dietzel  


Dévil Évil - Barulho e minimalismo


Formada em 2011 a Dévil Évil é uma das bandas mais legais e originais que surgiram em Porto Alegre nos últimos tempos. Formada por Luíz Bruno na guitarra e vocal, Cadu Peixoto no baixo e Gabriella Tachini na bateria, a banda manda um som inspirado na no wave do final dos anos 70, totalmente barulhento e minimalista. O minimalismo também toma conta nas letras, que geralmente tem apenas uma ou duas frases que são repetidas várias vezes, quase como um mantra. A banda já lançou dois discos, "Sorte" e recentemente "O futuro tá rolando" (cujo o link pra vocês ouvirem eu trago pra vocês nessa postagem de hoje), conquistou um público no cenário alternativo de POA e já tem arrancado vários elogios, inclusive a Liege (baterista da Hangovers/Medialunas, baixista da Loomer) fez uma resenha falando super bem dos caras na coluna Remix da ZH.

Embora no estúdio a banda seja boa, é ao vivo que o bicho pega. Já vi a banda duas vezes (numa delas inclusive dividi o palco com eles, com minha banda de hardcore Viruskorrosivus, inclusive neste show que conheci a banda) e é algo fora do comum, o cara às vezes chega a entrar em algum tipo de transe epifânico, quando menos percebe tá cantando junto as músicas e tendo convulsões. Se você é de POA ou região fique ligado na agenda dos caras (pelo facebrooklyn), e cole nos shows, realmente vale a pena.

Sem mais enrolações, Dévil Évil é uma banda que você tem que ouvir pra sacar e entender a viagem dos caras, então pare de perder seu tempo lendo essa merda e escute já!

Zeke - Velocidade, peso, agressividade


Formada em Seattle no ano de 1993 por quatro jovens fãs de Motörhead, Ramones, Turbonegro, Dwarves e GG Allin, o Zeke preferiu ficar de fora daquela grande orgia grunge que rolava por aqueles lados na época fazendo um hardcore absurdamente rápido, pesado, imoral e inconsequente, com alguns toques de Motörhead, blues rock e posteriormente elementos de stoner e hard rock setentista.



Com letras abordando temas como sexo, drogas, morte, serial killers e automobilismo (!!!) a banda começou a gravar pela gravadora independente Scooch Pooch, por onde saíram seus dois primeiros álbuns, "Super Sound Racing" (1994) e "Flat Tracker" (1996), além dos singles "Dilaudid" (1996) e "Chiva Knievel" (também de 1996). Nessa época o direcionamento da banda era algo mais voltado pro hardcore e pro punk mesmo, com algumas pitadas de Motörhead e solos de guitarra berrantes com muitas fritações. Após entrarem na Epitaph, em 1998, a banda começa a incorporar no som elementos de hard rock setentista e um pouco de stoner rock também.

O primeiro lançamento da banda pela nova gravadora foi "Kicked in the Teeth", que mantém a sonoridade mais punk dos dois primeiros. No ano de 2000 sai então "Dirty Sanchez", em que fica mais evidente a influência stoner no som. Foi nessa época que a banda começa a ter seu reconhecimento no meio underground, fazendo inúmeras tours pelo país inteiro e até pela Europa, com nomes como Melvins, Dwarves, Supersuckers, Nashville Pussy e até mesmo com o Pearl Jam e o próprio Motörhead, uma das maiores influências dos caras.



Em 2001, já fora da Epitaph, a banda lança "Death Alley", que é considerado por muitos o melhor disco da banda. Ele saiu pelos selos Aces And Eights, Tee Pee e Cargo Records. Em meio à várias turnês para promover o disco, a estrada foi desgastando os integrantes da banda, o que fez com que eles decidissem tirar um tempo. A banda volta em 2003 com o disco "Live and Uncensored" pela Relapse Records, gravadora que abriga a banda até hoje. Também pela Relapse saiu o mais recente disco da banda, "Til' the Living End", de 2004.
 
Desde 2004 a banda não lança nenhum disco, porém lançou em 2005 um EP chamado "Lords of the Highway" e um split com o Peter Pan Speedrock pela Blitzcore, e em 2011 um split 7'' com o Antiseen. A banda continua excursionando por todo os EUA e não há previsões de quando sai material novo. Marky Feltchone, líder da banda, diz que só irá gravar com a banda assim que achar que eles estiverem preparados e inspirados o suficiente para lançar algo tão bom ou melhor que o último disco que gravaram, "Til' the Living End".

 
Embora no Brasil o Zeke tenha o mesmo valor que um pão com bosta, nos EUA e na Europa a banda é bastante reconhecida no underground, inclusive há uma música do Zeke no Tony Hawks Pro Skater, então se você era um punheteiro viciado nessa merda provavelmente já deu várias manobras maneiras ao som de "Death Alley" no seu Playstation.

Infelizmente não há muitas informações sobre a banda, o que tem é isso aí mesmo, nem no site oficial dos caras há muita coisa, então ficamos por aqui. Se você procura por distorção no talo, bateria bate-estaca, insanidade, demência pura, peso, agressividade, solos gritados e fritantes, baixe agora "Super Sound Racing", "Flat Tracker", "Kicked in the Teeth" e "Dirty Sanchez" e ouça-os fazendo tudo que diz as letras: estuprando, matando, usando drogas, dirigindo carros de alta velocidade.

Harm's Way - O Verdadeiro Hardcore marombado


Harm's Way é uma dessas bandas que surgiu nesse novo boom do "hardcore metálico" nos anos 2000. Porém  diferente de maioria das bandas do gênero, os caras fogem das políticas, veganismo e atitude positive core, além de terem começado tocando um powerviolence lo-fi da porra.


Vindos de Chicago, a banda aposta em sons viscerais, blast beats e alguns trechos arrastados com breakdowns de verdade (não aqueles códigos binários em forma de tablatura). No quesito de letras a temática dos caras é aquele negative mental attitude demonstrado em bandas como Kickback, Integrity e etc...


Outro detalhe é que maioria dos membros do Harm's Way já tocam em outros grupos que perpetuam desgraça sonora, entre os mais conhecidos estão Nails, Disgrace e Weekend Nachos. Sem falar do semi dublê de Bruce Banner nos vocais, que já rendeu tantas piadas sem graça na internet em relação a sua alergia com camisetas e ser Straight Edge.
 

Como a banda é recente, só tiveram 5 lançamentos, porém cada um tem características bem diferenciadas, da podridão e velocidade do EP Imprisoned, passando pra um hardcore/powerviolence com alguns pitacos de grooves nova iorquinos e bastante rolos de baterias tribalescos no álbum Reality Approaches. Chegando finalmente no Isolation, onde a banda flerta até mesmo com um industrial na linha de nomes como Godflesh.

Tome um Whey, pegue seus pesos, começe a malhar, queime suas camisas youth crew, tatue seu corpo e mande um Slam Dance ao som dessa desgraceira (de preferência deixe vítimas, MUITAS delas...) 


Discografia:
Imprisoned 7" (2007)
Harm's Way 7''(2008)
Reality Approaches (2009)
No Gods, No Masters (2010)
Isolation (2011)

Baixe aqui o Isolation

Jesus Macaco - They got punk, they got soul


O Jesus Macaco foi talvez a minha maior surpresa desse ano até agora. A banda é de São Paulo e começou suas atividades no ano passado, contando com Victor Garofano nos vocais, Fernando Denti (Nunca Inverno) nas guitarras, Flávio Bá (Futuro, Ordinaria Hit) no baixo e o já veterano Nino Tenório (Discarga, Eu Serei A Hiena, Sick Terror, Maldita Minoria) na batera.

No final de 2012 lançaram um EP virtual e já tem muita gente (inclusive eu) pagando pau pros caras, mas não é pra menos não. Com referências que vão de Stooges à Big Boys e Fela Kuti, a banda manda um garage punk FUDIDAÇO e dançante com influências de hardcore americano, soul music e afrobeat, contando inclusive com saxofone em algumas músicas (por conta de Rafael Frenere), uma mistura insana de estilos que dá certo sem soar estranho ou no-sense. Como gosto muito de punk, hardcore, garage e soul music (sério? conte-me mais!) nem preciso dizer o quanto eu pirei no som dos caras, já falei e repito, a maior surpresa do ano até agora.

Essa banda tem um futuro promissor pela frente e espero que muito em breve venham tocar aqui no Rio Grande do Sul. A banda está para lançar material físico mais adiante mas por enquanto conta apenas com esse EP virtual, de 7 faixas, puro ouro. A banda ainda não o liberou para download mas você pode ouvir na íntegra no bandcamp dos caras. Ouça e não se arrependerá. Para dançar nu no meio da sala durante a madrugada com o som no máximo, acordando todos os vizinhos e mandando-os para a puta que pariu!

O verdadeiro New Order


Hoje vos apresento o VERDADEIRO New Order, não aquela pederastia formada após o fim do Joy Division.

Em 1974 tanto os Stooges como o MC5, bandas pioneiras de Detroit, já haviam acabado. Dessas separações, surgiram inúmeras novas bandas, dentre as mais notáveis, Destroy All Monsters, New Race, Sonic's Rendezvous Band e o New Order. Todas foram injustamente ignoradas em sua época, e conseguiram reconhecimento pelo seu legado apenas anos depois das mesmas terem até encerrado as atividades. Mas bem, antes tarde do que nunca...

O New Order foi formado em Los Angeles pelo ex-Stooge Ron Asheton e pelo ex-MC5 Dennis Thompson, guitarrista e baterista, respectivamente. Completavam a banda o baixista Jimmy Recca, o guitarrista base Ray Gunn, o tecladista Scott Thurston e o vocalista Jeff Spry, que mais tarde seria substituído por Dave Gilbert, por conta das bebedeiras e loucuras de Spry que o acabaram levando em cana. O grupo teve vida curta, foi criado em 1975 e acabou em 1976. 



 Apesar do pouco tempo de vida o New Order chegou a gravar duas demos em Los Angeles, uma em 1975 com Jeff Spry e outra em 1976 com Dave Gilbert. Em 1977 as duas demos foram lançadas no que seria o disco "Declaration of War", lançado pelo selo Fun Records e distrubído pela RCA, que apresenta um rock 'n' roll poderoso, cru e pesado, numa gravação completamente lo-fi. O rock 'n' roll simples e pesado apresentado em "Declaration of War" viria a influenciar anos mais tarde bandas como o Hellacopters e toda aquela turma sueca da mesma vibe, inclusive o Hellacopters chegou a regravar essa canção marota que postei aí em cima, "Rock 'n' Roll Soldiers", talvez o maior clássico do New Order. Em 1991 "Declaration of War" foi relançado em CD.

Em 1989 também foi lançado outro disco do New Order, "Victim of Circunstance", com 8 músicas inéditas, retiradas de diversos registros de ensaios da banda. Dessa vez o disco foi lançado em CD e LP pela Revenge Records.

Mesmo tendo durado pouco a banda deixou um legado interessante. Depois do fim do New Order Ron Asheton e Dennis Thompson formaram com os caras do Radio Birdman o New Race, em 1981. Mas isso é história pra outro post. Baixe o "Declaration of War" e confira o verdadeiro New Order.


Soggy - quando o Stooges encontra o Motörhead


Formada em 1978 na comuna de Reims, ao leste de Paris, na França, por quatro insanos fãs de Stooges, MC5, Black Sabbath, Alice Cooper e Motörhead, o Soggy foi uma das maiores descobertas musicais da minha vida. Contando com Beb no vocais, Eric Dars na guitarra, Olivier Hennegreve nas bateras e François Tailleur no baixo, a banda mandava um som completamente insano, agressivo, pesado e cru, soando exatamente como uma mistura entre Stooges e Motörhead. O grupo ainda tinha uma atitude completamente punk, no melhor estilo "do it yourself", tinham um bom aparato técnico para promover suas próprias turnês pela região de Champagne-Ardenne e chegaram a viajar para Paris e outros países como Bélgica , Alemanha, Suíça e Holanda, tudo isso sem o apoio de nenhuma gravadora.



Infelizmente a banda durou pouco tempo, acabaram em 1982 depois de uma tour européia abrindo para o Judas Priest (!). Na época, lançaram apenas um single, com "Waiting for the War" e "47 Chromosomes", em 1981, que bancaram do próprio bolso, de forma totalmente DIY. Eles recusaram diversos contratos com gravadoras grandes por elas sempre exigirem que a banda cantasse em francês, o que era sempre rebatido pela mesma. Até 2008 o único registro da banda era este single de 1981, até que dois benevolentes selos franceses, Mémoire Neuve e Reims Punk'N'Roll, decidiram tirar o Soggy do limbo e lançaram um LP limitado à 500 cópias que contem todos os registros do Soggy. São 11 faixas de pura insanidade e rock regressivo no estado bruto, com direto à cover de Stooges. Imperdível para quem gosta de punk rock, garage e até mesmo heavy metal. Baixe logo esta porra e testemunhe 40 minutos de pura genialidade, agressividade, distorção e insanidade, e é claro faça sexo sem camisinha, oferendas à Satanás e use drogas ao som desse disco. Grande abraço.

V.A. - Conspiração Coração ao Contrário

 
"Extremamente altas, zoando os ouvidos e impedindo de pensar, como uma catarse filha da puta, a distorção rasgada, mal gravada, invade o cérebro e é como se tomasse conta de todo o corpo, me fazendo sentir como um moleque que mata aula e picha a parede da escola. Então é como um lance espiritual. O punk rock eleva a alma a um ponto galáctico inalcançável pra qualquer coisa".

Abro o post com este fragmento do texto de Zé Ulisses (na época, guitarrista nas bandas Velho de Câncer e Ornitorrincos) que está no encarte de "Conspiração Coração ao Contrário", que é, na minha opinião, uma das melhores coletâneas do punk rock nacional, e tenho inclusive a ousadia de colocar esse petardo ao lado das clássicas "SUB" e "Ataque Sonoro", pelo nível de qualidade aqui presente. O disco conta com 5 ótimas bandas dos quatro cantos do país, e foi lançada em 2010 pelos selos Läjä, Oxenti, Xaninho Discos Falidos, Punch Drunk, Eight Day Records e Rock Mutante.

O disco abre já com a porrada "Garange", da Velho de Câncer e segue com mais quatro belas canções dessa ótima banda, das quais destaco "Macaco Ingrato" e "Stress de Elevador". A Velho foi uma das melhores que Porto Alegre já teve, na minha opinião. Os doidos mandavam um som bastante influenciado por Wipers, Hüsker Dü e esse lado mais "alternativo" do punk, com letras muito bem sacadas e um vocal agressivo e melódico na medida certa. Infelizmente a banda acabou um pouco depois do lançamento desse disco. Fazem falta...

Homem Elefante, tem membros do interior do RJ e do interior de SP também então fica difícil dizer de onde a banda é exatamente, mas porra, isso pouco importa, porque essa banda manda um som classudo pra caralho, com altas influências de Germs, Black Flag e ainda um "quê" de Nirvana, na época do "Bleach", coisa de loco mesmo. Guitarras frenéticas, batida crua, canções desesperadas, neuróticas, psicóticas! Realmente uma grande banda, uma das minhas preferidas dessa coletânea. Os destaques deles ficam com "Nowhere To Run" e "Slow Death". Coisa de louco.

Da capital do RJ, Os Estudantes mandam um hardcore rápido como nos bons e velhos tempos, completamente influenciados pelos Circle Jerks, músicas curtas, diretas, simples e rápidas, nenhuma passando dos 2 minutos, letras críticas, ácidas e diretas, vocal cativante, riffs rápidos e agressivos, bateria bate-estaca, resumindo, hardcore, sem frescuras! Talvez minha banda preferida da coletânea, junto com a Renegades of Punk. Destaco as canções "Deja Vu", "Raiva" e "Marcha". Uma porrada na cara!
 
A Renegades of Punk é de Aracajú - SE e manda um punk rock FUDIDO, noto influências principalmente daquelas bandas punks dos anos 80 de San Francisco, como o X e Weirdos, além da influência de alguns medalhões do punk nacional como Cólera e Mercenárias e ainda algumas pitadas de garage rock, criando assim um estilo musical bem próprio. A banda conta com vocal feminino, e ótimas letras, que aliás são um espetáculo à parte mesmo, sensacionais. Eu e o Rodrigo já tivemos o prazer de dividir o palco com os caras em Lajeado, na tour que eles fizeram pelo RS em novembro do ano passado, com nossa banda Viruskorrosivus. Além de fazer um som preza, os caras são gente finíssima. Inclusive já estamos com saudades de vocês aqui no sul, voltem logo! Desses eu não vou conseguir destacar canção nenhuma pois todas são EXCELENTES, sou mesmo muito fã desses caras.

Pra fechar, temos a banda dos grandes camaradas da Ornitorrincos, que já lançou vários hits do underground gaúcho como "Insektomania" (a cidade ainda estar moRta, moRta, moRta, moRta...), "Igrejinha Ubber Alles", "É só uma questão de distâncias" e "O homem louva a Deus enquanto o louva-a-deus não louva a ninguém", que estão sempre sendo cantadas pela garotada, seja nos insanos shows da banda ou quando estão apenas tirando uma onda com o nosso querido amigo Daniel Villaverde. Pouco tempo depois do lançamento da coletânea a banda acabou, mas voltou no ano passado com Guilherme (que era da belíssima banda Cü Sujo) nas guitarras no lugar de Zé Ulisses e dizem por aí que estão preparando material novo para a alegria dos jovens.

Pretendo retomar todas essas bandas com mais calma em posts futuros, mas enquanto isso, delicie-se com esta grande pepita do punk rock nacional.

01. Velho - Garange
02. Velho - Macaco Ingrato
03. Velho - Trator
04. Velho - Stress de Elevador
05. Velho - Distorção
06. Homem Elefante - Yesterday Was Endless
07. Homem Elefante - Though Guy
08. Homem Elefante - Nowhere To Run
09. Homem Elefante - Somebodys Husband
10. Homem Elefante - Slow Death
11. Os Estudantes - Deja Vu
12. Os Estudantes - Raiva
13. Os Estudantes - Todo Dia
14. Os Estudantes - Marcha
15. Os Estudantes - Orgia de Sangue
16. Renegades of Punk - Desperdicio
17. Renegades of Punk - Everybody Stop and Stares
18. Renegades of Punk - Thank You
19. Renegades of Punk - Keep The Beat
20. Renegades of Punk - Quebrar o Espelho
21. Ornitorrincos - Insektomania
22. Ornitorrincos - Igrejinha Ubber Alles
23. Ornitorrincos - Punk de Uma Nota Só
24. Ornitorrincos - É Só Uma Questão de Distâncias
25. Ornitorrincos - Agora Sim Eu Me Importo
26. Ornitorrincos - O Homem Louva o Louva Deus
27. Ornitorrincos - Devemos Fazer Músicas
28. Ornitorrincos - Mictório Público

Download

Le Scrawl - Porque o barulho pode ser elegante


Dessa vez acho vou fazer um post curto e direto, pois não tem muita história pra essa banda, até porque é o tipo de coisa que você deveria estar ouvindo ao invés de ler sobre, seu mero mortal.

Vamos falar sobre uma banda que funde a classe da música Lounge, com o tom refinado do Jazz, a energia e simpatia do Ska, finalizando tudo com um tempero de..........grindcore? Sim, isso mesmo, grindcore!


Então, o Le Scrawl é este grupo de "jazzgrind" (que por incrível que pareça, não é a única banda do gênero) que deseja. Formado em 1991, a banda lançou pouco material. Porém já tem um certo reconhecimento na cena, que lhes rendeu até participações no todo poderoso Obscene Extreme Fest, o anti-Rock In Rio.

Sobre a sonoridade deles: Alegre, dançante, classudo e realmente aborda todos os gêneros citados acima. É o tipo de banda que você poderia ter dançarinos de frevo no meio do circle pit. O Le Scrawl por enquanto só lançou 4 cds nesses mais de 20 anos de carreira.
 

 O mais curioso é que a banda não é a primeira a fazer essa mistura peculiar, John Zorn (jazzista) já mostrava seu gosto por bandas como Napalm Death, porém ele fazia músicas de jazz que usavam elementos do grindcore e punk rock no geral (procure por Naked City e Painkiller).

Enfim, abaixo estará o link do cd Eager To Please e discografia para vocês procurarem na interwebz, aproveitem:


Discografia:
Scrawl (1993)
Q (1994)
Too Short To Ignore (compilação) (2003)
Eager To Please (2004)
Whisky a go go EP (2008)
Snowblind (2010)

Downloads:

Wipers - Fora do eixo...


É difícill tentar comentar qualquer coisa de uma banda como o Wipers, mas vamos lá.

Formada em 1977 em Portland, Oregon, pelo guitarrista, vocalista, compositor e gênio Greg Sage, o Wipers foi uma das melhores e mais originais bandas de toda a história do punk e da música alternativa no geral, apesar de terem plantado muito mais do que colheram, talvez até pela conduta do próprio Sage, completamente anti-comercial e avesso à qualquer tipo de "marketing pessoal", pois acreditava que as pessoas poderiam ouvir e entender melhor o Wipers sem associá-los aos estereótipos tradicionais do circo do rock 'n' roll e do próprio punk. Sage via a música muito mais como arte do que como entretenimento.

A ideia inicial de Sage quando fez o Wipers era a de gravar 15 discos em 10 anos de forma totalmente independente, sem fazer tours ou qualquer tipo de promoções. O Wipers sempre foi um trio, que inicialmente contava com Dave Koupal no baixo e Sam Henry na bateria. Essa formação foi responsável pelos primeiros compactos e pelo primeiro LP, "Is This Real?" de 1979.



 "Is This Real?", aliás, um clássico. 12 canções raivosas, desesperadas, agressivas, fortes e expressivas, desde a abertura com "Return of the Rat" até "Wait A Minute", passando por "Mistery", "Up Front", "D-7", a faixa-título e ainda "Tragedy". Um dos melhores discos de todos os tempos, sem exageros.

"Youth Of America", de 1981 já apresenta uma sonoridade um pouco diferente, mais sofisticada, mais experimental, mas ainda sim agressiva, embora fuja bastante dos padrões do punk, com canções mais longas (a faixa-título tem exatos 10 minutos e 27 segundos), porém Sage nunca ligou para isso, pois ele mesmo jamais atribuiu qualquer rótulo à banda. Nesse disco Koupal e Henry deixam a banda e quem assume seus postos são Brad Davidson e Braid Nash, respectivamente.

Essa formação, com Brad no baixo e Nash na bateria, foi a que gravou outro clássico da banda, "Over the Edge" de 1983, no qual a banda retoma o estilo do primeiro disco, com uma sonoridade mais punk e menos experimental, e as letras adquiriram um tom mais politizado também. Um ótimo disco, música para matar, roubar e destruir.


Depois do "Over The Edge" a banda deu um tempo e voltou em 1985. Lançaram ainda nos anos 80 "Land of the Lost" (1986), "Follow Blind" (87) e "The Circle" (88). Nestes discos Braid Nash deu lugar à Steve Plouf. No final dos anos 80 a banda foi dado como acabada mas retornaram em 1993 com o disco "Silver Sail", e ainda nos anos 90 lançaram "The Herd" (1996) e "The Power In One" (1999), este segundo Sage, o último disco da banda.

Embora não tenham conseguido lançar 15 discos em 10 anos o Wipers foi uma das bandas punk de maior influência de todos os tempos, tendo influenciado diretamente toda a galera de Seattle do final dos anos 80 e início dos anos 90, em especial o Nirvana, que regravou duas músicas do Wipers, "Return of the Rat" e "D-7", além de Kurt ter incluído três discos do Wipers em sua lista de 50 discos preferidos.



  Além do Wipers, Greg Sage já trabalhou em três (ótimos) discos solo, "Straight Ahead" de 1985, "Sacrifice (for love)" de 1991 e "Electric Medicine" 2002, produzidos por ele mesmo, assim como quase todos os discos do Wipers.

Baixe aqui "Is This Real?", "Youth Of America" e "Over The Edge", e testemunhem uma das mais grandiosas bandas da história.

Kickback - Eles não tem o PMA


PMA, Positive Mental Attitude, algo que tem infestado a mentalidade do garoto hardcore desde o tempo de bandas do Youth Crew. Normalmente isso era atrelado a aquela turma de moleque que usa jerseys, faz malhação, come brócolis e não bebe nem usa drogas, mais ou menos uma espécie de garoto que toda mãe sempre quis, mas curte ouvir uns punk rock e fazer slam dance.

Porém a história de "família, respeito, ruas, seja sempre positivo e confie nos seus amigos" nunca caiu na mente de certos grupos do hardcore, entre alguns deles Integrity, Gehenna, Slapshot, entre outras que um dia citarei no blog. Logo faziam uma coisinha que muitos chamam de "Negative Hardcore".


 Nessa história de hardcore com pensamento negativista, surge na França o Kickback. Cansados da sociedade chique européia e o fato de viverem num país onde existem seres como Valfunde e Jean Pierre Jeunet, esses comedores de baguete formaram uma das bandas mais violentas da cena hardcore mundial...


Dizem que é comum rolar sempre pancadaria nos shows, mas não só por causa de públicos bebados e irritados, mas também ataques da própria banda contra espectadores "distraídos". Como pode ver nas fotos mais acima, até tocam em puteiro, o que eles querem é causar a discórdia e aparecer no Cidade Alerta.

Bem, vamos a música agora: Kickback no começo de sua carreira seguia a linha bem típica do hardcore noventista, porém conforme os álbuns iam sendo lançados, a sonoridade fica cada vez mais violenta, assim como os temas. Suas líricas abordam niilismo, violência sexual, decadência humana, entre as influências maiores da banda estariam Marquês de Sade, Peter Sotos e Gaspar Noé (rolam rumores de que o próprio quase gravou um clipe com a banda).


Porém  do álbum "No Surrender" em diante, os franceses começaram a adotar aspectos musicais do Black Metal e os vocais parecem cada vez mais perturbadores. No álbum "Et Le Diable Rit Avec Nuos" é onde a banda atinge seu ápice da insandidade, músicas com riffs dissonantes pra caralho, vocais que fazem tu sentir aflições e arranjos completamente non-sense, porém a cereja do bolo vai pra um cover de Geto Boys com a participação de Mike Cheese do Gehenna.


Abaixo deixarei os links de dois álbuns que mostram bem a mudança da cerveja a urina que esses caras fizeram, "Forever War" e "No Surrender". Além do clip lindíssimo de "Le Chant Du Diable", que é a melhor representação visual da banda:
 

Discografia:
No One Gets Out Alive demo (1992)
Cornered (1995)
Forever War (1997)
Les 150 Passions Meurtrières (2000)
No Surrender (2009)
Et Le Diable Rit Avec Nuos (2011)

Download:

Poison Idea - Gordos junkies, hardcore nervoso


Geralmente quando falamos em hardcore americano nos lembramos de cara dos Dead Kennedys, Circle Jerks, Black Flag, Adolescents, Minor Threat, Bad Brains... Que é claro, são ótimas bandas (e que muito em breve terão seu espaço aqui, hehehe), gosto muito de todas elas (inclusive Dead Kennedys e Black Flag pra mim são quase como um culto religioso), mas são raras as vezes que lembram do Poison Idea, uma banda quase sempre injustamente esquecida, apesar da influência monstra os caras que exerceram sobre muita gente.

Uma das minhas maiores influências no hardcore e uma das minhas bandas preferidas não só do gênero como no geral, o Poison Idea foi uma banda muito à frente do seu tempo. Formada em 1980 em Portland, Oregon, pelos figuras Jerry A. (vocal), Pig Champion (guitarra), Glen Estes (baixo) e Dean Johnson (bateria), os caras começaram bastante influenciados pelos Germs (adotando inclusive a filosofia punk extremista de Darby Crash e sua trupe) e pelo Discharge (isso mesmo, eles já estavam antenados no que acontecia lá do outro lado do oceano logo no começo desse tal de hardcore!), tocando um som caótico, rápido e destruidor, evidente nos EPs "Pick Your King" (de 1983) e "Record Collectors Are Pretentious Assholes" (de 1984 e já com Chris Tense no baixo no lugar de Glen Estes).



 Mas foi mais tarde, em 1986, com o lançamento de seu debut "Kings of Punk", que a banda formou sua identidade própria e se tornou o supremo Poison Idea, incorporando em seu som elementos do rock 'n' roll dos anos 70, heavy metal e do punk rock japonês no estilo Burning Spirits de bandas como G.I.S.M. e Death Side. Após o lançamento desse disco a banda recruta um segundo guitarrista, Kid Cocksman, e em 1987 e então lançam um dos melhores discos de hardcore de todos os tempos, na minha opinião, "War All the Time", o meu preferido deles. 11 músicas, 27 minutos de pura demência, letrás ácidas, sarcásticas e muito bem sacadas de Jerry A., riffs rápidos, crueis e epifânicos por conta de Pig Champion e seu parceiro Cocksman, baixo certeiro e bateria assassina, a cozinha nesse disco soa como uma locomotiva passando por cima de você, sem dó e nem piedade. Uma obra prima. Esse disco e os EPs que se seguiram, "Filth Kick" e "Getting the Fear" (relançados em 1989 em um único EP chamado "Ian Mackaye") mostra a banda aprimorando cada vez mais o hardcore influênciado pelo Burning Spirits japonês e pelo rock 'n' roll dos anos 70, que chegou no seu ápice em "Feel the Darkness", de 1990.


A banda teve inúmeras trocas de formação até o lançamento de "Feel the Darkness", quando se estabilizou com Myrtle Tickner no baixo, Thee Slayer Hippy na batera e Strichnine na segunda guitarra.

"Feel The Darkness" é considerado por muitos e inclusive pela crítica o melhor disco do Poison Idea. De fato é um clássico "cult" e obrigatório no acervo de qualquer um que diz curtir hardcore punk. Musicalmente falando, realmente a banda nunca esteve tão madura, com um instrumental apuradíssimo e letras cada vez mais sacadas. Também foi nessa época que a banda começou a pegar pesado nas drogas e no álcool. Tsc tsc, seus gordos junkies...



O amadurecimento musical da banda continuou em "Blank Blackout Vacant" (um trabalho bem mais punk rock/rock 'n' roll já com Mondo nas guitarras no lugar de Strichnine) e em "We Must Burn", último disco da banda antes de se separarem no final de 1993, e que apresenta já alguns elementos de blues e mesmo jazz (!!!), algo nunca feito por alguma banda punk/hardcore antes. A banda lançou também um disco de covers em 1992 ("Pajama Party", com covers que vão de Wipers à Elvis e Motörhead), alguns materiais póstumos ("Religion and Politics" de 1994, as sobras de estúdio do "We Must Burn" e uma coletânea, "The Early Years", contendo os primeiros registros da banda, como o nome sugere), voltou em 1998 e gravou o EP "Learning to Scream", à partir daí começaram a fazer várias tours e estão na ativa até hoje, mesmo com a morte do lendário guitarrista e um dos fundadores da mesma, Pig Champion, um dos maiores guitarristas da história do hardcore e do punk, em 2006, por conta de sua obesidade mórbida e estilo de vida junkie. Curiosamente o disco mais recente do Poison Idea, é de 2006 e é chamado de "Latest Will And Testament", nome escolhido pelo próprio Pig, e foi lançado um pouco antes de sua morte.


Embora tenha sido sempre uma banda underground, o Poison Idea gerou um status "cult" devido a sua carreira (falar em carreira, muitas eles devem ter cheirado! risos), e foi uma grande influência para bandas de diferentes estilos no mundo todo, como Ratos de Porão, Turbonegro, Zeke, Nirvana, Pantera e Eyehategod, por exemplo, inclusive algumas destas tendo coverizado alguns sons deles. Uma banda que nunca esteve e nem estará na capa de qualquer revista cretina sobre música (ainda bem!) e que nos deixou um legado de respeito máximo. Poison Idea é foda.

V.A. - Nuggets: Original Artyfacts from the First Psychedelic Era, 1965–1968 (1998)


Transcedental, divino, magnífico, surreal. O puro creme da nata da psicodelia e do garage rock dos anos 60. Canções simples, viajantes, com duração entre 2 e 3 minutos, fuzz, e por aí vai...

Olha, eu não tenho muitos comentários à respeito disso aqui MESMO, é algo divino, transcedental, isso aqui é o milagre da existência, essencial, obrigatório na biblioteca de qualquer um que curta o que eu chamo de rock regressivo, aquele rock 'n' roll simples, sem frescuras, isso aqui é praticamente punk antes do punk. Aquelas bandas de garagem meio obscuras, algumas que não saíram de um ou dois compactos, até algumas bandas mais "cult", mas que ainda sim ficaram longe dos holofotes (pois naquela época, só queriam saber dos Beatles e sua música sem sal e de toda aquela merda hippie do Woodstock), aqui há várias canções que mais tarde seriam regravadas por bandas punks, que buscaram aqui suas influências, o lado selvagem, sem frescura e porra louca do rock 'n' roll na época, que ia contra aquela toda aquela merda hippie e (pseudo)intelectualóide, assim como foi o próprio punk. Isto é o legítimo rock regressivo, no estado puro!

Originalmente, essa coletânea foi lançada em 1972 pela Elektra num LP duplo (que nada mais é que o primeiro disco desse box) e bem mais tarde, em 1998, foi lançado pela Sire/Rhino essa versão num box de 4 discos que trago pra vocês, com muito mais pepitas e canções bonitas de rock regressivo. Além disso foram lançados outros seis volumes da série Nuggets, focados nas cenas de Los Angeles, San Fracisco, nos chamados "pop nuggets" e "soft pop nuggets" psicodélicos, outro, com bandas do mundo todo, mas focado mais especificamente nas bandas inglesas e europeias no geral, e o "Children of Nuggets", com bandas dos anos 70/80 influenciadas por todas essas pepitas do rock garageiro e psicodélico dos anos 60. Mais tarde, pretendo postar cada uma dessas coletâneas aqui pra vocês.

Não vou postar nenhuma música de algum dos discos aqui pois todas são maravilhosas, eu não conseguiria escolher nenhuma e isso seria injusto. Segue aí as capas de cada disco desse belíssimo box set, tracklist de cada um dos discos e links para download. Ouça fazendo sexo (sem camisinha), fumando maconha, tomando LSD, no volume alto e nu. 

Disco I 


 1. I Had Too Much To Dream (Last Night) - Electric Prunes
2. Dirty Water - The Standells
3. Night Time - Strangeloves
4. Lies - The Knickerbockers
5. Respect - Vagrants
6. A Public Execution - Mouse
7. No time like the right time - Blues Project
8. Oh Yeah - Shadows Of Knight
9. Pushin' Too Hard - Seeds
10. Moulty - Barbarians
11. Don't Look Back - Remains
12. An invitation to cry - The Magicians
13. Liar, Liar - Castaways
14. You're Gonna Miss Me - Thirteenth Floor Elevators
15. Psychotic Reaction - Count Five
16. Hey Joe - Leaves
17. Romeo & Juliet - Michael & The Messengers
18. Sugar And Spice - Cryan Shames
19. Baby Please Don't Go - Amboy Dukes
20. Tobacco Road - Blues Magoos
21. Let's Talk About Girls - Chocolate Watch Band
22. Sit Down, I Think I Love You - Mojo Men
23. Run, Run, Run - Third Rail
24. My World Fell Down - Sagittarius
25. Open My Eyes - Nazz
26. Farmer John - Premiers
27. It's-A-Happening - Magic Mushrooms

Download
 Disco II 


1. Talk Talk - The Music Machine
2. Last Time Around - Del-Vetts
3. Nobody But Me - Human Beinz
4. Journey To Tyme - Kenny & The Kasuals
5. No Friend Of Mine - Sparkles
6. Outside Chance - Turtles
7. Action Woman - Litter
8. Spazz - Elastik Band
9. Sweet Young Thing - Chocolate Watchband
10. Incense And Peppermints - Strawberry Alarm Clock
11. I Ain't No Miracle Worker - Brogues
12. 7 And 7 Is - Love
13. Time won't let me - The Outsiders
14. Going All The Way - Squires
15. I'm Gonna Make You Mine - Shadows Of Knight
16. The Trip - Kim Fowley
17. Can't Seem To Make You Mine - Seeds
18. Why Do I Cry - Remains
19. Laugh, Laugh - Beau Brummels
20. The Little Black Egg - The Night Crawlers
21. I Wonder - Gants
22. I See The Light - Five Americans
23. Who Do You Love - Woolies
24. Double Shot (Of My Baby's Love) - Swingin' Medallions
25. Live - Merry-Go-Round
26. Steppin' Out - Paul Revere & The Raiders
27. Diddy Wah Diddy - Captain Beefheart & His Magic Band
28. Strychnine - Sonics
29. Little Girl - Syndicate Of Sound
30. (We ain't got) Nothing yet - Blues Magoos
31. Shape Of Things To Come - Max Frost & The Troopers

Download
 Disco III


1. Let It Out (Let It All Hang Out) - Hombres
2. Fight Fire - Golliwogs
3. At The River's Edge - New Colony Six
4. Jack Of Diamonds - Daily Flash
5. Follow Me - Lyme & Cybelle
6. It's Cold Outside - Choir
7. Beg, Borrow And Steal - Rare Breed
8. She's About A Mover - Sir Douglas Quintet
9. Little Bit O'Soul - Music Explosion
10. Put The Clock Back On The Wall - 'E' Types
11. Falling Sugar - Palace Guard
12. Run, Run, Run - Gestures
13. I Need You - Rationals
14. Knock, Knock - Humane Society
15. Primitive - Groupies
16. Psycho - Sonics
17. So What!! - Lyrics
18. You Must Be A Witch - Lollipop Shoppe
19. A question of temperature - The Baloon Farm
20. Maid Of Sugar-Maid Of Spice - Mouse & The Traps
21. You Ain't Tuff - Uniques
22. Sometimes Good Guys Don't Wear White - Standells
23. She's My Baby - Mojo Men
24. Story Of My Life - Unrelated Segments
25. I'm Five Years Ahead Of My Time - Third Bardo
26. Mirror Of Your Mind - We The People
27. Bad Little Woman - Shadows Of Knight
28. Double Yellow Line - Music Machine
29. Optical Sound - Human Expression
30. Journey To The Center Of The Mind - Amboy Dukes

Download

 Disco IV 


1. Are You Gonna Be There (At The Love-In) - Chocolate Watchband
2. Too Many People - Leaves
3. (Would I still be) Her big man - The Brigands
4. Are You A Boy Or Are You A Girl - Barbarians
5. Wooly Bully - Sam The Sham & The Pharaohs
6. I Wan't Candy - Strangeloves
7. Louie Louie - Kingsmen
8. One Track Mind - Knickerbockers
9. Out Of Our Tree - Wailers
10. I Think I'm Down - Harbinger Complex
11. What Am I Going To Do - Dovers
12. Codine - Charlatans
13. Johnny Was A Good Boy - Mystery Trend
14. Stop-Get A Ticket - Clefs Of Lavender Hill
15. Complication - Monks
16. The Witch - Sonics
17. Get Me To The World On Time - Electric Prunes
18. Mr. Pharmacist - Other Half
19. Open Up Your Door - Richard & The Young Lions
20. Just Like Me - Paul Revere & The Raiders
21. You Burn Me Up And Down - We The People
22. I Live In The Springtime - Lemon Drops
23. Mindrocker - Fenwyck
24. Hold Me Now - Rumors
25. Love's Gone Bad - Underdogs
26. Why Pick On Me - Standells
27. Bad Girl - Zakary Thaks
28. Blackout Of Gretely - Gonn
29. Voices Green And Purple - Bees
30. Blues Theme - Davie Allan & The Arrows

Download