Arquivo Morto - Rápido, sujo, podre e agressivo!


Faz alguns dias que essa banda mandou material pro blog mas só agora tomei vergonha na cara e deixei a preguiça de lado pra fazer esse post... Enfim, foda-se. De qualquer forma, sempre fico feliz quando mandam material pra gente avaliar, embora isso só tenha rolado uma vez, e por algum motivo obscuro, por uma banda gringa, o Senior Fellows. Se você tem banda independente, mande material pra gente, se for aprovado por um de nós, iremos postar aqui com prazer!

O Arquivo Morto é uma banda de fastcore/powerviolence lá de Pernambuco que já está na ativa desde 2001. Se você já está familiarizado com música rápida, barulhenta e extrema, posso lhe adiantar que o que te aguarda aqui é aquele fastcore delicioso, muito bem executado, cheio de influências de Hellnation e Fuck on the Beach e alguns momentos mais grind que me lembraram Napalm das antiga e o sensacional ROT. Aquele típico som sujo, podre, que faz escorrer chorume das caixinhas de som.

Até agora os caras tem somente uma demo, chamada "Falsa Democracia", de 2007. Sensacional, aliás. 14 sons de puro ódio, desprezo e raiva! As letras, como já era de se esperar, fazem críticas e relatam muitos dos problemas que temos que viver na nossa guerra diária, como a violência policial, a exploração da fé, o capitalismo e o consumismo e afins.



A demo dos caras pode ser baixada aqui. Não há mais muito o que comentar, apenas confira o som dos caras, afaste os móveis na sala e faça uma roda das mais violentas com seus amiguinhos!

Arquivo Morto é:
Guill - Vocal/Guitarra
Júlio - Baixo/Vocal 
Went - Bateria

Nessa demo, a banda contava ainda com o vocalista John, que atualmente, não está mais na banda.

Curta a página dos caras no facebook.
Myspace da banda.

Bandas para louvar o fim de tudo (parte 1 de sabe-se lá quantas...)

Bem, ultimamente estava afim de partilhar várias bandas em um post, até pela falta de tempo e a quantidade absurda de coisa que quero publicar nesse blog. Então resolvi fazer um post só sobre bandas com músicas impiedosas, agressivas, doentias e letras/ideais igualmente insanos. Sigam-me os loucos!

(The infamous...) GEHENNA


Se definem como "o som das guerras sem fim", esse grupo teve sua formação na Califórnia, porém hoje os membros estão espalhados por vários estados. Os caras fazem um hardcore com influências de Black/Thrash e até mesmo Death Metal, difícil não ver algo de Sodom, Bolt Thrower, Infest, Bathory e GG Allin nessas monstruosidades sônicas.


E suas letras basicamente falam de desgraça, guerra, destruição e tudo aquilo que seus familiares adoram. Deixo o destaque para a letra da música Sadist:


" O que é o sopro da vida, sem o cheiro da morte?
  Qual é o sentido  de viver sem infligir tormento? "

Segue aqui o bandcamp dos caras, onde há música deles para download e você paga o quanto você quiser (inclusive zero reais!)...

P.S: depenendo do álbum, pode ser cobrado, ou se todos estiverem é porque o Bandcamp tem o limite de 200 downloads grátis por mês, caso estejam esgotados é só ficar atento até tudo ficar liberado de novo.

KOREISCH
 

Essa banda tem muita pouca informação (nem fotos dos caras eu acho) e só gravaram um álbum, porém esse álbum é algo que você PRECISA ouvir. Uma mistura de grindcore, death metal, black metal, drone, noise e hardcore que fará seus ouvidos sangrarem com tanta violência e agressão sonora. "This Decaying Schizophrenic Christ Complex" é uma experiência perturbadora e única!


Tudo que sei é que são da Inglaterra e alguns membros tocaram em bandas como Slavearc, Kevorkian Solution e Withdrawn. Ah, e todos os membros da banda eram SxEx e veganos (provavelmente hardline, algo que era bem comum nessas bandas que mesclavam hardcore com metal nos anos 90). Saque o álbum aqui.

MARTYR'S TONGUE


Esse grupo porto riquenho é recente, tem mais ou menos 2 anos de existência, e o audio terrorismo recheado de letras apocalípticas contém influências de nomes como Rotten Sound, Man Is The Bastard, Integrity e Gehenna.

Blast beats, timbres de guitarra que remetem ao bom e velho HM-2, momentos grooveados para mandar altos movimentos de artes marciais no pit são algumas das graciosidades que lhes aguardam. O quinteto tem apenas 2 EPs e recém lançaram um split com outras 2 bandas (Avalanche, da França  e Ablaze, da Alemanha, interessados em comprar favor conferir a pré compra no site da Southwest Hardcore), todos podem ser sacados no bandcamp. (Não há videos deles no youtube, desculpem a falta de links).

DEGRADATION
 

Vindos da Argetina, essa banda é outra voadeira inspirada por nomes como Parasite, Integrity, Indio Solari e Zouo. Boa parte da formação conta com membros e ex-membros de grupos como Mano a Mano e Nueva Etica (que fazem um moshcore de classe), lançaram o EP Somos La Noche com 5 músicas que fazem uma mescla metal/hardcore com uma produçao bem limpa e audível apesar de caseira.


No momento a banda se encontra num horizonte sem rumo, não sabe se haverão mais músicas novas.

DISGRACE


Vindos do Sul da Califórnia, o quarteto contém membros das fuderosas Nails e Twitching Tongues, o grupo faz  uma mescla que ao meu ver parece um filho bastardo de Bolt Thrower com Merauder. Todo o peso do death metal misturado com a ginga dos hardcore mosheiro nova iorquino de bandana e jersey's, música para destruir tudo e todos que encontra na roda.


Por enquanto só lançaram o ep "Songs Of Suffering", que pode ser baixado neste link, tire os móveis da sala e faça bom proveito.

Mais adiante procurarei fazer mais desses set de bandas novas com pouco (ou muito histórico, porém evasivas) aqui no blog.

Diatribe - Poder de destruição!


Dentro do circuito punk/hardcore gaúcho, a Diatribe é com certeza uma das melhores e mais representativas bandas daqui do estado. Mandando um hardcore/crust destruidor, a banda de Santa Cruz está na ativa desde 2004 e atualmente conta com Zaka (baixo e vocal), Vitor (guitarra e vocal), Pê (guitarra) e Lucas (bateria), todos eles, com exceção do Zaka, também membros do igualmente sensacional Entre Rejas, banda de hardcore já clássica daqui do RS.



O som não tem mistério, é aquele hardcore/crust bem anos 90, com influências notáveis de bandas como Abuso Sonoro, Los Crudos, Tragedy, From Ashes Rise e Disrupt. Vocais gritados, riffs violentos e agressivos e batidas rápidas formando canções que dificilmente passam de 1 minuto. Em outras palavras, a trilha sonora perfeita pra se acabar no pogo e fazer a cerveja voar. As letras são bastante críticas e abordam geralmente temas como liberação animal e humana, questões feministas, críticas sociais, a exploração do terceiro mundo, entre outros.




Todos os membros da banda estão também envolvidos com outros projetos além de também serem agitadores das cenas de Porto Alegre e Santa Cruz. É uma banda que merece total apoio e respeito, tanto pela sonzeira foda que os caras lançam como pela atitude totalmente DIY, humilde e sem frescuras. 

A banda até agora tem apenas um disco, na realidade uma demo lançada em 2010 contando com 10 sons, 8 próprios, dos quais destaco "Pisando Sobre Nossas Cabeças", "Liberação", "Nós Somos a Miséria", "Poder de destruição" e "Indiferente", além de 2 covers, "A Grande Mentira" do Abuso Sonoro e "Kill from the Heart" dos Dicks. A demo dos caras, muito bem produzida, pode ser ouvida aqui, no soundcloud da banda. Se você é fã de hardcore, crust, grind, punk e desgraceira em geral, pode conferir o som dos caras sem medo que é garantia total de qualidade!




Aproveitando o espaço, vou divulgar também um show que vai rolar dia 1° de junho no Vó Zuzu Atelier aqui em Porto Alegre, que inclusive esses caras tocam. O rolê é as 17h e o pico fica ali na Cristóvão Colombo, n° 342, quase esquina com a Santo Antônio e praticamente na frente do Shopping Total. O investimento é de 10 dinheiros e além da Diatribe toca também O Cúmplice de SP, que estará em tour pelo RS no final desse mês e início de junho (confira aqui a entrevista que fiz com os caras), a sensacional Hangovers (que também já deu as caras por aqui) e a Viruskorrosivus, banda minha e do Rodrigo (se quiser ouvir nossa demo tosca, pode dar uma sacada aqui, acabamos de gravar nosso disco e breve iremos disponibilizar coisa melhor pra galera ouvir). Se você é de POA ou região, não deixe de ir nesse evento, apoie o underground, ao invés de ficar em casa batendo punheta, tomando Coca-Cola e reclamando no facebook que não existem mais bandas boas atualmente e que não rolam shows na cidade!

"I never travel far, without a little Big Star"


Num mundo justo, o Big Star seria uma das bandas mais lembradas e reverenciadas da história. Mas como vivemos num mundo fodido e cruel, foram esquecidos pelo tempo e são lembrados por poucos, embora tenham o status de banda "cult".

Formada em Memphis no ano de 1972 por Alex Chilton, guitarrista, compositor e vocalista, que já tinha tido experiência em carreira solo (embora sem sucesso) e antes disso no Box Tops (grupo que atingiu um certo sucesso no final dos anos 60 com músicas como "The Letter" e "Soul Deep"), junto com o guitarrista e vocalista Chris Bell, o baixista Andy Hummel e o baterista Jody Stephens, e altamente influenciados por grupos como o The Who, Byrds, Beatles e Beach Boys, o Big Star foi um dos melhores grupos que os anos 70 poderiam ter nos apresentado. Basicamente reinventando o pop dos anos 60, a banda apostava em músicas simples, com melodias e refrões grudentos, executando aquilo que hoje em dia chamamos de powerpop. Numa época em que os malditos hippies e os chatos do progressivo destruiam o rock 'n' roll e jogavam-o ao tédio e ao ostracismo, além da péssima distruibuição que os discos do Big Star tiveram pela gravadora, fizeram com que o grupo passasse batido, apesar das boas críticas. A banda certa na hora errada... Mas, vamos falar um pouco sobre a história da banda.



Logo de início, Alex Chilton e Chris Bell perceberam que havia uma grande química e afinidade entre os dois e começaram a escrever os sons juntos. Em pouco tempo já tinham material suficiente para lançar um disco. "#1 Record" foi gravado e lançado pela Ardent, selo vinculado à Stax, no ano de 1972 mesmo e é um dos melhores discos da história, sem exageros. Com canções simples, ótimas melodias e composições sensacionais que simplesmente grudam na cabeça, é um disco memorável, genial e viciante. "Feel", "The Ballad of El Goodo", "Thirteen", "In The Street", "Don't Lie To Me" e "My Life Is Right" estão entre as melhores canções dos ano 70. O disco foi bem recebido pela crítica, porém, foi distribuído de forma extremamente porca pela Stax, o que acabou acarretando em péssimas vendas. Além disso, como falei no parágrafo acima, no início dos anos 70 poucos se interessavam por esse tipo de som, todos queriam era fumar maconha e ouvir Jethro Tull, Pink Floyd ou alguma outra merda do tipo. Uma obra prima que passou batida.



Bell, enfrentando problemas de depressão e com drogas, desapontado com as baixas vendas do disco e ainda em conflitos com Chilton, decidiu largar o Big Star para tentar seguir carreira solo. A banda se dissolveu por um curto período de tempo, mas logo Chilton reuniu a rapazeada toda e em 1974 lançaram seu segundo disco, o igualmente maravilhoso "Radio City". Que também não vendeu nada... Pra piorar, Hummel decidiu sair da banda e o selo Ardent faliu quando a banda estava prester a lançar seu terceiro disco, ainda em 1974.



Após o fim do Big Star, Bell chegou a reatar os laços com Chilton e também a gravar um disco solo chamado "I Am The Cosmos". Porém, no mesmo ano que o disco foi gravado, em 1978, Bell morre em um acidente automobilístico. "I Am The Cosmos" só seria lançado em 1992. Ainda em 1978 Chilton foi para Nova York onde começara a frequentar bares como o CBGB's e se identificou com a cena punk que se formava por aquelas bandas, recém dando seus primeiros passos. Inclusive, Chilton virou um grande fã do Cramps, chegando até a produzir os primeiros trabalhos da banda. Também em 1978, com o interesse tardio que o público começava a ter pela banda, foi lançado, enfim, "Third/Sister Lovers", o terceiro disco do Big Star, que até então permanecia no limbo. Os primeiros trabalhos da banda, "#1 Record" e "Radio City" também foram reeditados. A banda atingiu um status "cult" que é mantido até hoje, tendo influenciado nomes como Hüsker Dü, Replacements (que inclusive fizeram uma canção tributo para Chilton e sua trupe, da qual inclusive um verso eu tive a liberdade de "pegar emprestado" para o título desse post, hehehe), R.E.M, Primal Scream e Teenage Fanclub.

A banda se reuniu novamente em 1993, com apenas Chilton e Stevens da formação original, ao lado de membros do The Posies (o guitarrista Jon Auer e o baixista Ken Springfellow). Chegaram a gravar um disco ao vivo naquele ano, "Columbia - Live At Missouri Univiversity 4/25/93", lançaram em 1999 uma coletânea de registros ao vivo e ensaios chamada "Nobody Can Dance" e, em 2005, entraram em estúdio para gravar um disco de inéditas, chamado "In Space". Por sinal, muito bom. A banda encerrou as atividades de vez em 2010, com a morte de Chilton, por conta de problemas cardíacos. No ano passado, foi lançado um ótimo documentário sobre a banda, chamado "Nothing Can't Hurt Me", dirigido por Drew DeNicola e Olivia Mori.



Para conhecer o trabalho do Big Star, deixo aqui os clássicos injustiçados "#1 Record" e "Radio City". Baixe, ouça e diga-me se estou errado ao afirmar que essa foi uma das melhores bandas que os anos 70 poderiam ter produzido. Mas já adianto que as possibilidades de você discordar disso são bem poucas...


Ah, sim! Em tempo: o nome Big Star foi inspirado em um supermercado que ficava nas proximidades do estúdio de onde a banda ensaiava e posteriormente gravou seus discos.

Integrity - Os pregadores do hardcore apocalíptico (parte 3): De volta aos trilhos e as eras Jochum/+Orr


E finalmente chegamos a última parte desse post especial, agora abordando o momento atual de Dwid e sua trupe de terroristas musicais (pra quem não viu as partes I e II, só clicar aqui e aqui), lembrando que boa parte dos discos estão para downloads no site da Holy Terror records aqui neste link. Agora, vamos ao final:


Após a pausa com a turnê de To Die For, o Integrity se reúne em 2005, nessa formação, Michael Jochum chama seu irmão Nathan para assumir as baquetas, enquanto Matt Brewer e Steve Rauckhorst fariam guitarras e baixos respectivamente. Essa nova era demoraria 5 anos para lançar o disco The Blackest Curse, que saiu em 2010 pela Deathwish.


Considerado o mais pesado e o trabalho mais aproximado ao metal, o álbum é completamente bruto, com uma influência absurda de Thrash Metal, além de faixas noise e a balada épica Before the VVorld VVas Young, nomes como Boyd Rice fazem aparições no disco. Os destaques ficam pra porradas como  Simulacra (as viúvas de Jeff Hanneman piram) e Process Of Illumination. Alavancas, bumbos duplos, palhetadas alternadas e alguns blast beats serão o que lhe esperam em The Blackest Curse.


Com o sucesso do retorno e o novo disco, logo após saiu o EP VValpurgisnacht, que aposta mais nas melodias e músicas um pouco mais lentas se comparadas ao que foi feito anteriormente, porém algumas das melhores letras da banda podem ser vistas aqui.


Nesse meio tempo, Matt sai da banda e no seu lugar entra um garoto chamado Robert Orr, que tocava numa tal de Unreal City. Esse jovem fã da banda e também multi instrumentista, seria uma peça chave para o que o Integrity seria hoje. Com sua entrada foi gravado o split com a banda japonesa Creepout e o novo "hit" Love is... the Only VVeapon/Let the night Roar, no qual vemos outra evolução. Com arranjos mais puxados para o metal punk japonês do GISM e a crueza black metal das bandas do Les Legions Noires, além do conhecimento do garoto em relação ao Garage Band, fez com que a banda começasse a gravar todas as suas músicas no conforto de suas próprias casas.


Após o famoso split, que rendeu turnês pelo Japão, Europa e EUA, a banda lança mais um split com o obscuro projeto AVM, fazendo dois covers de Septic Death. Na sequência Dwid demite toda banda e a parceria D.H + ORR é formada, assim lançando o EP  VVe are The End/Beneath Black Flames VVe ride  e o split com o grupo britânico Rot In Hell, já consolidando a nova direção. Apesar de ser uma dupla na composição, o grupo ainda existe com uma formação ao vivo para shows.


Nesse meio tempo de mais apresentações, foi lançado em 2012 o EP Detonate Worlds Plague, completamente influenciado pelo hardcore e metal nipônico de bandas como GISM, Syudan Jisatsu e Zouo. Outra surpresa é que Orr se encarregou de gravar todos os instrumentais no álbum, numa produção completamente crua, barulhenta e agressiva, fazendo este o trabalho mais "na cara" do grupo.


Em junho desse ano (2013), está programado pra sair o álbum Suicide Black Snake, que conta com algumas faixas do EP anterior sendo retrabalhadas e músicas novas. Entre essas novidades está a balada There Ain't No Living In Life, que surpreendentemente mostra uma influência dos riffs de John Christ (conhecido pelo seu trabalho na banda solo de Danzig) e a aparição de uma harmônica. 


Com a história e com os discos do Integrity, podemos notar que a banda nunca tentou se render a uma conformidade sonora, sempre trabalhou horizontes diferentes e indiretamente influenciou uma nova geração de bandas que tentam fazer uma música monstruosa sem se isolar a meros rótulos. Porém a fúria contra a humanidade e o senso de terrorismo criativo que assola a mente de Dwid e todos os participantes dessa banda ainda são o mesmo. Só eles saberão agora qual será a nova era desses pregadores do apocalipse sônico...

Contracultura resistente


Texto e entrevista por Homero Pivotto Jr.

Em meio a cantos e sonoridades tribais, um lobo solitário faz ecoar seu uivo mundo afora. É Anthony "Wolf" Rezhawk, vocalista californiano de ascendência indígena nascido – segundo ele mesmo – há muitas luas em algum esconderijo qualquer. Sua marca registrada é a voz poderosa e soturna, com a qual transforma as letras que escreve em brados que reverberam doses de amor e raiva. Isso, tanto à frente do Resistant Culture (banda que fundou ainda nos anos 80) quanto da lenda grind Terrorizer, projeto no qual assumiu o microfone a convite do finado amigo e colega Jesse Pintado (ex-Napalm Death).

Não bastasse o timbre de voz diferenciado, Wolf também tem uma postura ativa não tão comum, que transcende o universo das artes. Além de suas incursões musicais, o norte-americano é envolvido com iniciativas em favor do bem estar dos animais.

Na entrevista a seguir, feita por e-mail, Wolf resgatou um pouco de sua ligação com o punk e o metal, comentou a história e os planos futuros do Resistant Culture, revelou como entrou para o Terrorizer, opinou sobre questões indígenas e contou como tenta ajudar o mundo a ser um lugar melhor para todos os seres vivos.



Como você se envolveu com música pesada e cultura underground?

Wolf – Quando eu era garoto um dos meus irmãos mais velhos era viciado em rock. Ele curtia Led Zeppelin, Pink Floyd, Kiss, Sex Pistols, Black Sabbath… Eu costumava assistir ele se perder na música, como se estivesse sob o efeito de um feitiço podereso. Isso me interessou, então comecei a ouvir rock também. Não muito tempo depois, um amigo da escola me apresentou o movimento musical underground chamado punk rock. Por volta dos 13 anos, eu e uns amigos montamos uma banda punk.

Você busca inspiração em outros tipos de arte além da música (como filmes ou literatura, por exemplo)? Quais artistas influenciam seu trabalho na música e com o ativismo político-social?

Wolf – Absolutamente! Aqui estão algumas das influências na minha vida:
- John Trudell, um indígena norte-americano poeta. Seu trabalho de estreia foi o incendiário Tribal Voice, um disco no qual a poesia é sobreposta a tambores indígenas e cantos;
- Corbin Harney, um homem da medicina, escritor, porta-voz para a Terra e um amigo pessoal;
- Hieronymus Bosch, pintor;
- David Alfaro Sisqueiros, pintor;
- Dzislaw Beksinski, pintor;
- Diego Rivera, pintor;

Livros:
- Enterrem Meu Coração na Curva do Rio (Bury My Heart at Wounded Knee), de  Dee Brown .
- A Erva do Diabo (The Teachings of Don Juan) e Uma Estranha Realidade (A Separate Reality), de Carlos Castaneda.

Filmes/documentários:
- Guardião dos Sonhos (Dream Keeper)
- 500 Nações (500 Nations)
- Laranja Mecânica (Clockwork Orange)

Pessoalmente, eu não me considero um ativista, mas um ser humano preocupado.

Quais são suas bandas favoritas? Quais grupos você considera os mais importantes em sua formação musical?

Wolf – Existem muitos, mas posso dizer que o Discharge foi especial para mim porque eles tinham o som que eu realmente curtia. Para mim, o Discharge foi a primeira banda punk a adicionar elementos do metal em sua música (levadas e som metálico de guitarras). Eu também era muito fã de Conflict, Crass, etc. Para mim essas bandas tinham letras excelentes, assim como suas composições. Não muito tempo depois disso, nasceu o crossover (grindcore, thrash, death, black, etc.), que na verdade é meu verdadeiro berço musical, já que foi o que me definiu como músico e artista. Eu estava lá desde sua criação, e cresci junto com o estilo. Com ele vieram diversas novas bandas que me influenciaram, principalmente pelo som que faziam. Nomes como Celtic Frost, Hellhammer, Napalm Death, Repulsion, Possesed, Motörhead, e muitos outros. Eu sei que o Motörhead já estava por aí há tempos, mas foi o crossover que me fez tomar consciência sobre eles.

Você é da Califórnia, estado norte-americano com um das cenas punk mais prolíficas do mundo desde o fim dos anos 70. Chegou a fazer parte do movimento naquela época?
Wolf – Os anos 70 foram antes do meu tempo. Eu acabei me envolvendo com a cena da minha nos anos 80. A molecada da escola estava sempre falando sobre as bandas que ouvia e como era a cena local deles, as bandas, os shows. O resto é história.

E sobre seu lado mais metal, de onde veio?

Wolf – Minha primeira experiência com o metal foi o Mettalica. Um primo trouxe para casa o LP Ride de Lighting, e o fato de que era algo pesado e rápido realmente me pegou de jeito. Eu pude ver que aquela música era boa para slam dance (mosh pit), algo que, na época, era feito só nos shows de punk. Pouco tempo depois, um amigo meu conheceu o irmão mais novo do Tom Araya, o John, e ele convidou esse meu brother para ver um ensaio do Slayer. O cara me levou junto e essa experiência tornou-se outro ingrediente na minha transformação, que duraria o resto da vida. Eu costumo dizer que o punk me deu a liberdade de expressão, e o metal me deu a música.

Seu vocal tem características bem distintas. Por exemplo: soa perfeitamente compreensível, mesmo sendo extremamente agressivo e forte. Isso sem mencionar as partes limpas, como na faixa ‘Runaway’. Como você faz isso? Tem alguma técnica?

Wolf – Obrigado pelo elogio! Quando eu era garoto eu tive aulas de canto, que me ensinaram o básico. Eu sou vocalista há muito tempo, então desenvolvi um estilo e uma técnica próprios.

Falando em ‘Runaway’, qual foi a inspiração para a videoclipe?

Wolf – Experiências pessoais.



Ok… Vamos falar sobre suas bandas. O Resistant Culture foi sua primeira experiência musical?

Wolf – Eu estive em algumas outras bandas que nunca deixaram o estúdio de ensaios. Então, decidi começar meu próprio grupo, no qual eu pudesse ter mais entrada e, finalmente, tocar ao vivo e gravar.

No início, o nome da banda era Resistant Militia. Por que trocaram para Resistant Culture? Tem a ver com o lance da descendência indígena? Quero dizer: o nome seria uma homenagem aos povos que sofrem com a ganância e o preconceito, mas ainda resistem bravamente?

Wolf – Com certeza! Se você olhar para o nosso ‘mundo civilizado’, poderá ver que está sendo feito tudo que é possível para aniquilar a cultura indígena, espiritualmente e no modo vida. Um ancião me mostrou uma música anos atrás, durante o evento Gathering of Elders, e disse que o nome dela era ‘We’re Victorious’. Quando perguntei sobre o que era a canção, ele falou que a letra dizia assim: “We’re victorious because in spite of all the efforts from the dominant culture, we’re still here – the red nation, indigenous (Somos vitoriosos porque, apesar de todos os esforços da cultura dominante, ainda estamos aqui – a nação vermelha, indígenas).

O ancião disse que a música agradecia os antepassados pelo espírito de resistência resiliente e por manter o fogo sagrado acesso mesmo em tempos nos quais isso significava morte. Então, basicamente, somos os herdeiros de 521 anos de ‘Cultura Resistente’.
 
(Resistant Culture nos primórdios, quando ainda se chamavam Resistant Militia)

É perceptível uma certa evolução entre os discos "Ancient Future" (2001) e "All One Struggle" (2008), musicalmente falando. Como rolou esse aprimoramento?

Wolf – Bem, Ancient Future foi lançado sob o nome de Resistant, não Resistant Culture. Os elementos tribais, do punk e do metal são coisa minha e da Kat (guitarrista). Já os lances mais jazzy são ideias do Rafa, nosso baixista na época. Nosso baterista era um metalhead do mainstream que gostava de funky metal. Nós tínhamos bagagens musicais diferentes e, como todos estávamos pagando para fazer esse disco, era preciso que cada um estive bem com seu processo individual. O trabalho que fazemos com o Resistant Culture, na minha opinião, é de longe mais focado, principalmente porque estamos na mesma página, musicalmente e filosoficamente.

Mesmo que os álbuns do Resistant Culture pareçam um pouco diferentes entre eles, todos têm algo em comum: os elementos tribais (flauta, chocalho, tambores tribais e cantos). Antes de ouvir esse tipo de música as pessoas podem pensar que pode soar estranho, mas não. É algo único e interessante.

Por que decidiram usar esses elementos?

Wolf – O fato de nosso som ser diferenciados em cada lançamento é, na verdade, algo premeditado e planejado. Gostamos de manter as coisas interessantes para nós mesmos e para os fãs. Como banda, fundir os elementos tribais com o metal extremo e o punk era um desenvolvimento natural, pois esses gêneros correm profundamente em nosso DNA. Também não podemos esquecer que a raiz do grindcore, do punk e até do rock’n’roll como um todo, está cravada profundamente no solo da não conformidade. Para a gente, isso é meio lógico.

O Sepultura usou elementos indígenas no álbum "Roots" (1996). Eles foram até a tribo Xavante e gravaram com os nativos e experimentaram sua cultura por alguns dias. O que você pensa sobre isso?
Wolf – Eu gosto do Sepultura, mas, para ser honesto, não sei o que pensar. Isso porque eu não sei o que estava passando pela cabeça e pelo coração dos caras quando eles fizeram o disco. Quando eu era criança, meu avô me disse que todo e qualquer homem tem suas razões para fazer o que faz. Eu espero que o Sepultura e/ou todas as pessoas envolvidas com a gravação forneçam ajuda e suporte ao povo Xavante, ao menos expondo suas lutas para sobreviver em um mundo que só quer tirar o que é deles.

Em suas letras podemos encontrar temas como a ganância humana e críticas sociais, além de material relacionado a assuntos indígenas. O objetivo é alertar quem ouve suas músicas sobre o que há de errado em nossa sociedade?

Wolf – Exatamente! Existe um nível saudável de amor e de raiva expresso em nosso trabalho. É aberto à interpretações, mas eu acredito que seja extremamente claro. Pessoalmente, acredito que cada pessoa, artista ou músico tenha a necessidade de mostrar o que está em sua cabeça e em seu coração, seja o que for. Se as pessoas não gostarem ou não entenderem, que assim seja.



O Resistant Culture está trabalhando em um novo disco chamado "Shamanic Healing". Como está o processo de composição/gravação? Como as novas músicas estão soando? Haverá algum convidado especial? Quando o álbum será lançado?

Wolf – "Shamanic Healing" está quase pronto. No momento, estamos procurando por uma gravadora para lançá-lo. Recentemente, gravamos os últimos dois sons, que terão a participação do legendário Pete Sandoval (Morbid Angel, Terrorizer). Os serviços de mixagem estão sob a responsabilidade do excelente Dan Swano (que já trabalhou com Marduk, Dissection, Opeth, entre outros) do Unisound Studios. As músicas estão matadores e mal podemos esperar para dividi-las com o mundo. Manteremos vocês informados!

Você também gravou dois grandes álbuns com a lenda grind Terrorizer. Como rolou a chance de substituir Oscar Garcia (que gravou o clássico "World Downfall")?

Wolf – Desde que o Jesse Pintado (guitarrista) tocou no Resistant Culture – depois que saiu do Napalm Death, em 2004 – e gravou "Welcome to Reality" com a gente, ele ficou instigado a gravar um novo material com o Terrorizer. Como ele gostou do meu estilo de gravação (como produtor), me perguntou se eu gravaria quatro faixas para uma demo. Eu disse: claro! Então, ele contatou Pete Sandoval, que ficou felizão de voltar às trincheiras do Terrorizer. Ele também chamou o Oscar Garcia, mas ele declinou. Foi nessa época que o Jesse me questionou se eu teria interesse em ser o vocalista do Terrorizer. O resto vocês já sabem.


Como foi a experiência com o Terrorizer? Foi bacana fazer parte da banda?

Wolf – Com certeza! Principalmente agora, que eu participo no processo de criação das músicas.

No ultimo disco do Terrorizer, "Hordes of Zombies" (2012), David Vincent (do Morbid Angel) foi o baixista. Vi em algumas entrevistas que você disse haver algumas divergências entre ele e o resto da banda. Eram conflitos musicais apenas ou ideológicos também?

Wolf – Eu não conheço o David muito bem. O pouco tempo que passamos juntos foi só para falar e trabalhar em um esforço mútuo: a gravação do Hordes of Zombies. Na minha presença ele era um cara sério. Se você me permite, vou deixar por isso mesmo. David não é um membro permanente do Terrorizer, ele apenas gravou conosco.



Como você conheceu Jesse Pintado?

Wolf – Jesse e eu nos conhecemos quando éramos bem novos e estávamos começando a fazer parte da cena local. Ele chegou a tocar no Resistant Militia por um tempo. Desde quando ainda não tínhamos idade para dirigir, o pai dele costumava deixá-lo em nosso local de ensaio e buscá-lo depois. Infelizmente, isso não durou muito, pois o pai dele cansou de carregá-lo, possivelmente porque era bem longe (cerca de 45min).

Como era o Jesse (calmo, extrovertido…) como pessoa e como músico? Acredito que ele era uma espécie de gênio da música extrema, você concorda?

Wolf – Sim, Jesse era muito legal! Não lembro dele raivoso muitas vezes, e quando ele ficava, era algo sutil. Ele não era do tipo competitivo. Jesse era calmo na maior parte do tempo. Ele poderia fazer amizade com qualquer um, desde uma criança até um idoso, não interessava se era rico ou pobre. Jesse viveu pelas coisas boas e não perdeu tempo com o que não lhe trazia satisfação. Eu definitivamente concordo com você sobre ele ser um gênio da música extrema. O cara foi inovador e um pioneiro que deixou um legado de discos matadores.

Jesse ajudou o Resistant Culture a crescer como banda?

Wolf – Eu não diria que ele ajudou a gente a crescer como banda. Quando ele veio tocar com o Resistant Culture, nos disse que gostava do jeito que trabalhávamos juntos, como uma família. Jesse disse que o inspiramos para voltar a tocar e ele queria fazer isso conosco. A gente não só tocava, mas também fazíamos atividades saudáveis juntos, como acampar e fazer caminhadas. Ele até tocou com a gente em uma manifestação anti-guerra em Hollywood. Jesse realmente sentiu o espírito Resistant Culture. Mas, claro que ter um guitarrista lendário em nossa banda foi uma honra! Então, eu diria que ele ajudou a impulsionar o espírito.

Katina substituiu Jesse no Terrorizer. Antes disso ela já tinha trabalhado com você no Resistant Culture, certo? Foi fácil para ela se acertar com o Terrorizer?

Wolf – Katina é parte importantíssima no Resistant Culture, e tenho trabalhado com ela há um bom tempo. Ela também trabalhou com o Jesse no Resistant Culture. Então, fazia sentido para Katina entrar no Terrorizer após a morte dele.



Agora, gostaria de voltar ao tema indígena. Não sei se você sabe, mas aqui no Brasil diversas tribos diferentes sofrem por conta da ganância humana. Eles não são reconhecidos, são subjulgados e precisam lutar por suas terras contra grandes corporações. Em 2012, houve um episódio no qual os Guarani-kaiowá liberaram uma carta aberta à sociedade alertando sobre sua situação. No documento, os indígenas alertavam que cometeriam suicídio coletivo caso perdessem suas terras para grandes fazendeiros com quem vivem uma disputa sem fim. Por que você acredita que tribos nativas ao redor do mundo precisam passar por tanto sofrimento?

Wolf – Os povos indígenas continuam sofrendo porque suas terras foram roubadas. Além disso, sua cultura, linguagem e espiritualidade foram quase completamente destruídos. As primeiras nações deveriam viver na terra de seus ancestrais, sendo honradas e respeitadas.

Na sua opinião, existe algum jeito de ajudar esses povos?

Wolf
– A melhor maneira é as pessoas de consciência apoiarem as lutas indígenas no que for possível. Pode ser algo simples, como encaminhar notícias dessas tribos para o resto do mundo. Nessas alturas, a melhor ferramenta na batalha pela sobrevivência dos indígenas em suas terras é a Internet. Isso dá aos povos a oportunidade de falar ao mundo sobre as atrocidades que são cometidas contra eles e contra o meio-ambiente.

Por que parece tão difícil uma solução pacífica entre os nativos e o resto da sociedade?

Wolf – Os povos originais que vivem em suas terras tradicionais estão sempre em desacordo com grandes corporações, porque há sempre algo que eles (as indústrias) querem. A maior parte do tempo são as terras mesmo, que servem para mineração, construção e agricultura industrial. As pessoas precisam entender que o ecossistema em que vivemos é muito sensitivo, e se não o respeitarmos e cuidá-lo, ele não vai suportar qualquer forma de vida como a conhecemos. Ajudando essas pessoas a permanecerem em suas terras, os não-indígenas estão auxiliando que pedaços de terra continuem em sua forma natural. Isso é algo que você pode não dar bola hoje, mas será algo apreciado por outras gerações no futuro.

"Em 1877, Cavalo Doido teve uma visão que dividiu com Touro Sentado durante uma cerimônia com o cachimbo, alguns dias antes de ser assassinado. Ele disse: “Sobre o sofrimento além do sofrimento, a nação vermelha deve emergir novamente e isso será uma bênção para o mundo doente. Um mundo repleto de promessas quebradas, egoísmo e separações. Um mundo em busca da luz novamente. Eu vejo um tempo de sete gerações, quando todas as cores da humanidade irão se reunir sob a árvore sagrada e toda a Terra se tornará um círculo novamente. Nesse dia, aqueles entre o meu povo levarão conhecimento e compreensão da unidade entre todos os seres vivos, e os jovens brancos virão até eles pedir por sabedoria. Saúdo a luz interna dos olhos deles, onde todo o universo habita, pois quando você está no centro dentro de você e eu estou nesse lugar em mim, nós somos um só."
– Crazy Horse

Você tem um projeto chamado The Resistant Culture Pitbull Rescue Project para ajudar os cães. Conte-nos sobre essa iniciativa.

Wolf – É lamentável que a cultura dominante, por meio da religião, ensine que os animais são para os humanos usar e explorar. Fico triste em dizer que existem muitos abusos contra os animais diariamente. Nesse caso particular, há uma grande injustiça praticada contra a raça dos pitbulls, devido à mídia de massa. Em nossa experiência, pitbulls são um dos cães mais amáveis que você pode ter na família. Mas é desprezível que existam humanos que tiram vantagem da lealdade desses bichos e façam eles brigarem por dinheiro. Esses cachorros são fortes, assim como sua capacidade de amar. Por isso eles lutam até a morte, por causa de seus donos. Temos três pitbulls resgatados de um local de rinha, e entendemos sua natureza muito bem. Historicamente, eles eram chamados de "cães babá", pois são ótimos com crianças. Aqui em Los Angeles, cerca de 200 pitbulls são mortos por dia. Muitos deles vítimas da legislação específica para a raça. Tivemos a chance de nos envolver com o abrigo onde os bichos são mortos e fazemos vídeos para colocar na Internet. Até agora, conseguimos salvar centenas de cães do corredor da morte encontrando lares amorosos ou organizações de resgate para levá-los.

Além de projeto com os pitbulls, você participa de alguma outra iniciativa para ajudar animais e/ou o meio-ambiente?

Wolf – Sim! Somos parte (direta ou indiretamente) de algumas associações de base que dão suporte a diferentes causas, desde a preservação e promoção da cultura nativa de lutas pela terra, até direitos humanos e direitos dos animais. Eles geralmente nos chamam quando precisam. Estamos sempre abertos a ajudar dentro das nossas possibilidades.

Para conhecer o trabalho de Anthony "Wolf" Rezhawk, deixo aqui os discos "Welcome to Reality" do Resistant Culture e "Hordes of Zombies" do Terrorizer.