Alerta, alerta antifascista!


Apesar de ser simpatizante dos ideais anarquistas, e como todos sabem, ser muito fã de punk rock, eu nunca tive muita ligação ao movimento anarcopunk. Isso se dá ao fato de a maiora das bandas anarcopunk estarem mais interessadas em discurso do que em som, isso sem falar em alguns seres ditos anarcopunks que com atitudes detestáveis trazem uma imagem negativa tanto para o punk como para o anarquismo. Felizmente, em nenhum dos casos se enquadra o Sin Dios, uma banda do caralho, que manda um som fudido e cujo os membros são anarquistas sérios e atuantes até hoje, mesmo com o fim da banda em 2006.

O Sin Dios foi formado em 1988 em Madrid, na Espanha, e começou sua carreira tocando em okupas (squats) e outros lugares onde prima a autogestão. Suas letras, sempre críticas, tratavam dos mais diversos temas, que iam do antiautoritarismo, anticapitalismo e críticas sociais no geral até letras sobre lutas da guerra civil espanhola, sempre tratando da difusão dos ideais anarquistas e libertários. Além disso, todos os CDs da banda eram editados em formato de livro que continham as letras das canções, explicações, textos e desenhos relacionados, incluindo também informações das atividades de grupos revolucionários. Quanto ao som, é um hardcore/punk rock muito bem executado e cheio das mais diversas influências, passando pelo ska, crust, e até mesmo pelo powerviolence em alguns momentos.



Coerentes, tratavam de levar suas ideias de autogestão e anticapitalismo no seu trabalho e para isso marcaram uma política rigorosa em torno de todo o seu trabalho. Por exemplo, os discos da banda era vendidos a preços populares, custando geralmente a metade ou um terço dos discos comerciais, os concertos eram sempre a preços razoáveis, tanto o ingresso quanto as bebidas, não tocavam para instituições ou partidos políticos, produziam seu material e seus shows por si mesmo, numa ética totalmente D.I.Y e ainda não buscavam o lucro pessoal com a banda, tocando por quantias razoáveis. Durante os 18 anos de existência, o Sin Dios foi uma banda bastante ativa no circuito espanhol e anarquista, chegaram a fazer inúmeras tour pela Europa e chegaram também a tocar no Japão e na América Latina, difundindo através de sua música o ideal libertário.


Originalmente, o Sin Dios era um quarteto, contando com dois guitarristas. Com essa formação, fizeram apenas 5 ou 6 shows, consolidando-se logo com um trio, com Pepe na guitarra e voz, Ignacio no baixo e voz e Canino na bateria. Os primeiros anos do Sin Dios foram de atividade intensa e envolvimento com o movimento punk e o movimento anarquista espanhol, onde conheceram inúmeros grupos libertários, okupas, ateneus libertários, bandas anarquistas e outros ativistas e agitadores. Em 1990, com uma série de músicas já compostas, gravam de forma totalmente descompromissada sua primeira demo, "...ni amo", lançada pelo selo Sabotaje y Molotov, com a qual ganharam notoriedade e começaram a tocar em outras cidades além de Madrid. Foram estabelecendo mais contatos e nessa daí conheceram Fernando, do selo independente Potencial Hardcore, que desde então apoiou todos os lançamentos do Sin Dios.

Totalmente engajados, a banda adotou completamente a filosofia anarquista e do D.I.Y, tocando basicamente em qualquer lugar que os chamassem e sem se importar com pagamentos ou qualquer reconhecimento. E quanto mais tocavam, mais entravam de cabeça no movimento anarquista, vendo cada vez mais que haviam tantos grupos e pessoas que demonstravam resistência ao capitalismo, ao autoritarismo e vivendo pelo ideal anarquista.



Em 1991, a banda lança seu primeiro disco: "Ruido Anticapitalista", lançado já pelo selo Potencial Hardcore. Foi a primeira vez que a banda trabalhou a sério em uma gravação. O resultado foram 12 canções raivosas e poderosas. 1992 foi um ano de atividades intensas para o Sin Dios. Foi quando se envolveram com as atividades de um okupa em Madrid chamado Minuesa. Esse foi o lugar onde a banda mais realizou gigs. O Sin Dios esteve na primeira gig do Minuesa e também na última antes da expulsão dos okupas. O Minuesa é lembrado com muito carinho pelos membros do Sin Dios, pois foi um lugar onde manteram atividades intensas e estabeleceram muitos contatos. Lá rolavam shows, festas, debates e diversas outras atividades culturais comuns nos okupas. Como os leitores podem perceber, a história do Sin Dios está diretamente ligada à grupos anarquistas e libertários, okupas e atividades políticas, e durante os 18 anos de banda foi assim, de plena atuação e lutas.

Em 1993, a banda lança aquele que é considerado por muitos o seu melhor disco: "Alerta Antifascista". Esse álbum é um verdadeiro clássico do punk rock espanhol. Contendo 12 músicas na mesma linha do seu antecessor, "Ruido Anticapitalista", "Alerta Antifascista" porém, mostra a banda muito mais madura, tanto sonoramente e liricamente, e uma produção muito mais refinada. O disco foi lançado com o apoio dos selos Potencial Hardcore, El Gato Selvaje, La Mala Raza e ainda com o apoio da editora anarquista Queimada. O disco, editado em formato de livro, contém colaborações de diversos ativistas como Abraham Guillen (economista libertário) e Antonio Téllez (historiador e investigador libertário) e coletivos anarquistas como Radical Gai, Dones Esmussades e o Colectivo Autónomo Antifascista. Mais tarde, em 1998, a banda compilaria os dois primeiros discos em um CD (só tinham saído em vinil, até então).



Nessa época, mais precisamente em 1994, o Sin Dios começava a ficar conhecido, tocando em diversas manifestações e festivais beneficentes, o maior deles chegou a ter 5.000 pessoas e contou com várias bandas, como Vomito, Maniática e a pioneira La Polla Records. A banda, na mesma época criou seu próprio selo, o Difusión Libertaria La Idea, que mais tarde teria uma loja no centro de Madrid onde eram vendidos livros anarquistas, fanzines e discos de bandas underground, e virou também o espaço de ensaio do Sin Dios, que começou a fazer seus ensaios no porão do local.

O próximo disco seria lançado apenas em 1997, o espetacular "Guerra A La Guerra", um dos melhores trabalhos da banda. O disco foi o primeiro lançamento do selo Difusión Libertaria La Idea, em parceria com Potencial Hardcore e Queimada. Contando com 19 canções, dentre as clássicas "La Idea" e "1936 - Un Pueblo En Armas" (essa, um resumão da história da guerra civil espanhola, uma das minhas músicas preferidas da banda), o disco foi gravado em um estúdio profissional, Infinity, porém com um técnico que nada entendia de punk e o resultado inicial foi catastrófico. Tiveram que remixar o disco no mesmo estúdio, porém dessa vez com um bom profissional, que resgatou o som na medida do possível e atingiu um resultado satisfatório. Esse foi o primeiro disco do Sin Dios a ser lançado em CD, formato que adotariam daqui pra frente em seus lançamentos. Logo após a gravação desse disco, Ignacio deixa a banda e é substituído por Pepino, que já havia tocado em outras banda como Valhala e Hechos Contra El Decoro. Esse disco foi lançado no México pelo coletivo Juventudes Antiautoritarias y Revolucionarias, o que mais tarde, em 1999, rendeu para o Sin Dios uma tour pelo país.



Em 1998, o Sin Dios faz sua primeira tour pela Europa. A oportunidade se deu ao acaso, quando Pepe conheceu alguns crusties holandeses em um show no okupa El Laboratorio. Desse encontro surgiu uma boa amizade, especialmente com Mijail e Eva, que proporam ao grupo essa tour pela Europa. A banda excursionou de van por toda a Europa com Mijail e Eva e tocaram em vários squats e okupas, e estabeleceram contatos e conheceram grupos e coletivos libertários de todo o continente Europeu. Foi a primeira vez que a banda saiu da Espanha, e isso até então sequer passava pela cabeça deles. Essa tour rendeu para Sin Dios muitas amizades e um reconhecimento muito maior, com seus discos sendo lançados por selos alemães e holandeses.

Ainda em 1998 o Sin Dios começou a distribuir seus discos em lojas comerciais que respeitassem seus preços. Isto gerou uma certa polêmica mas, foi a única alternativa que a banda encontrou para tornar seus discos mais acessíveis. Antes disso seus discos eram vendidos apenas por distros e pelos próprios membros e selos envolvidos. Ainda nessa época começaram a se aproximar da CNT, sindicato cujo qual já admiravam muito pelo passado glorioso. Esse aproximamento e posterior afiliação fez com que a banda fosse chamada cada vez mais para shows organizados pelo sindicato. 



Em 1999, a banda gravou em áudio e em vídeo vários shows, que resultariam em um disco em benefício de anarquistas brasileiros com problemas na justiça, chamado "Solidaridad", e um vídeo, chamado "Más de diez años de autogestión". Com esse vídeo, a banda pela primeira vez divulga a sua imagem. A banda antes jamais tinha divulgado fotos ou vídeos oficialmente.



No ano 2000, a banda decide gravar seu disco novo, "Ingobernables" em Utrech, na Holanda, no Bunt Studio e produzido por Menno Baker. A razão da banda ter optado por gravar em outro país é porque não estavam satisfeitos com as gravações anteriores e com o padrão de gravações dos estúdios espanhois no geral, e decidiram optar por uma qualidade e por uma produção melhor. De fato, "Ingobernables" é o disco mais bem produzido da banda. Também é o disco da banda que contem o livreto mais extenso, com 106 páginas, incluindo as letras, textos da própria banda e colaborações de companheiros de luta nos movimentos libertários como Eva Makiladoras, Pilar Hermoso, Alma, Juanma Olarieta, Endika Zulueta, Teodoro, Guiri, Xavier Cañadas e outros. O disco foi editado em CD, LP (com uma faixa extra e capa alternativa) e k7. Foi o disco mais bem sucedido da banda, chegando a vender 20.000 cópias, um grande número para um lançamento independente.



Logo após o lançamento do disco, Pepino deixa a banda e em seu lugar entra Guti. Guti era um grande fã da banda, aparecendo diversas vezes no vídeo "Más de diez años de autogestión", na primeira fileira da plateia e cantando as músicas com uma empolgação notável, e foi o único membro da história do Sin Dios que tinha conhecimento musical teórico, sendo assim, o melhor músico que já passou pela banda. Nesse período de 2001 até 2002 a banda fez várias tours pela Europa e América do Sul, passando por países como Suiça, Finlância, França, México, Holanda, Alemanha, Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Porto Rico, Inglaterrra, Portugal, Áustria, Polônia, Eslovênia, Croácia, Bulgária, Bélgica e até mesmo no Japão. A banda estava constantemente em tour e cada vez menos tocava na Espanha, muitas vezes por falta de tempo. Foram os anos de atividade mais intensos para o Sin Dios.

Depois de compor novas canções, no final de 2002 a banda decide retornar para a Holanda e gravar um disco novo, chamado "Odio al imperio".



Em novembro de 2003, a banda fez sua última tour com Guti, passando pelo Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. Especialmente para a tour sul americana, foi lançada uma compilação, "Recortes de Libertad", com músicas de splits e coletâneas e que antes não haviam sido lançadas em outros discos até então. Logo após a tour, Guti deixa a banda. Desmotivados, a banda não tinha intenções muito claras de continuar ou não. Por sugestão de Fernando, da Potencial Hardcore, chamaram para o baixo Perico, da 37 Hostias. Assim, iniciaram com Perico a fase final da banda. Foi a fase mais descontraída da banda, com tours pela Itália, Holanda e Portugal. Não chegaram a gravar material com essa formação, e em 2006, decidiram dar um fim ao grupo, porém ainda mantém atividades em coletivos anarquistas, atuando através de outros meios.


Aos leitores, deixo aqui o dowloand dos discos "Alerta Antifascista" e "Guerra A La Guerra", na minha opinião os melhores discos da banda. E aos fascistas e simpatizantes, apenas: "no pasarán!".

Bad Music Sessions #1 - pouco público, muito agito!


Passada a ressaca, iremos contar para você, leitor, que arregou e perdeu uma PUTA FESTA, como foi a primeira Bad Music Sessions, que rolou no sábado (14/09/13) no Black Stone, e contou como atrações as bandas Viruskorrosivus, Podias Erpior, ambas de Porto Alegre, e Anomalia Social, de Caxias do Sul.

De início estávamos preocupados com o público, que começou a chegar perto das 21h - isso que avisamos no cartaz para chegarem cedo. Tivemos pelo menos 10 pagantes (sem contar o pessoal das bandas), o que já deu pra pagar as despesas do estúdio. Mesmo com pouco público, sabíamos que estavam ali somente os confirmados: nada de haoles. E os que estavam lá, fizeram uma puta festa. De qualquer forma, acho que ficamos "desfavorecidos" pela data em que marcamos o evento: rolou no mesmo dia show em Campo Bom, São Leopoldo, em Alvorada (com o Mukeka di Rato) e algumas festinhas open bar cretinas aqui em Porto mesmo. De qualquer forma, nenhum de nós tinha a intenção de "dividir a cena", queríamos apenas dar mais uma opção ao público que sempre reclama que "em Porto Alegre e região nunca rola nada". Foi quem quis, quem não foi, perdeu. E nós, ficamos muito satisfeitos e nos divertimos muito.


A primeira banda a tocar foi a Viruskorrosivus, banda de hardcore/crossover minha e do Rodrigo. Como é a nossa banda é meio difícil ser imparcial, mas vambora. Já tinhamos passado o som antes e começamos a tocar por volta das 21h:10min, e creio que esse foi um dos nossos melhores shows, totalmente enérgico e descontraído. Apresentamos para o público diversas músicas novas, além das velhas de sempre e do nosso tradicional repertório de covers, que dessa vez contou com músicas do BSB-H, Ratos de Porão e Poison Idea.


Em seguida, veio a Podias Erpior à todo gás. Já vi vários shows da banda e sinceramente, acho que esse foi o melhor. O nosso querido herói local Daniel Villaverde estava em uma de suas mais doidas performances, de certeza. A banda apresentou todo o seu repertório de próprias e o tradicional repertório de covers, totalmente descontraído, quando o Patrick vai pra batera e o Álcio vai pra guita, numa inversão. Quem já viu o show da banda sabe como funciona o esquema. Tocaram uns covers de Misfits, Discharge, Sonics, Camisa de Vênus e até mesmo Specials, num clima de descontração total. Foi o show mais divertido da noite.


Fechando a noite, tivemos a Anomalia Social de Caxias do Sul. O quinteto caxiense evoluiu muito desde a última vez que os vi ao vivo, lá em Caxias mesmo, quando a gurizada chamou nós da Virus pra tocar num rolê lá junto com a sensacional Dévil Évil. Naquele show, em maio, a maior parte do repertório da banda era composta de covers, contando apenas com duas músicas próprias, mas já demonstravam entrosamento. Agora, eles já estão com um repertório de próprias bem definido e os covers já não dominam o set. A banda inclusive já está gravando uma demo que deve sair no final do mês, com 6 músicas próprias. 


Particularmente, achei esse o melhor show da noite. A banda, em sua primeira apresentação fora do território caxiense, transformou a sala do Black Stone numa espetacular roda de pogo, agitando totalmente o público num show totalmente enérgico e insano, com o seu o punk rock altamente enérgico e muito bem trabalho influenciado por Clash, Ramones, Rancid, Cólera, Stiff Little Fingers, Stooges e U.K. Subs. Teve direito até a stage dive no banquinho:


Uma puta noite underground, de certeza. Quem deveria estar lá, estava lá. Ficamos muitos felizes e satisfeitos com o resultado, não saímos no prejú e nos divertimos muito. Tanto que a segunda Bad Music Session já tem até data marcada: 2/11, dia dos mortos, apenas com bandas desgracentas e com uma temática especial. Aguardem!

Valeu todos que colaram nessa primeira de muitas Bad Music Sessions!

Fotos da Viruskorrosivus por Gregory Elia Debaco, da Anomalia Social, demais fotos por Deimos Imagos.

Full Of Hell - A nova geração do terrorismo sonoro


Depois de umas eras sem postar aqui, estou de volta, agora com um set de bandas bem interessantes para colocar nesse blog. Vamos hoje falar de uma das bandas mais quebradoras de queixos da nova geração. Será um post curto mas direto, creio que a recomendação de hoje é mais importante do que a duração desse post.

Sombrio, tenebroso, ameaçador, destruidor, barulhento, perturbador, esse e muitos outros adjetivos podem se aplicar a esses caras. A variação de influências e sonoridades é tão absurda que só há um modo de defini-los: Terrorismo Sonoro. Creio que se lembram da minha paixão pela barulheira do Koreisch em um post anterior, creio que essa turma é o substituto perfeito pra aniquilação que aqueles britânicos deixaram

Senhoras e senhores, lhes apresento: FULL OF HELL!


Não deixe que essas faces de atores renegados do elenco de Malhação os engane, esse quarteto com membros que estão em Maryland e Pensilvânia fazem uma mistura de grind, black metal, sludge, noise e hardcore que deixariam qualquer um de queixo caído. Dave, Skylar, Dylan e Spencer se reuniram em 2010, apesar de ser uma banda bem recente, já criaram um set sólido com vários EPs, splits e dois full lengths.


O que chama atenção na banda não é só apenas seu peso, mas o uso de elementos como reverbs nos vocais, power electronics e efeitos de noise. Por mais que soe como coisa de banda de estúdio, ao vivo os caras realmente usam o mesmo tipo de parafernalha para fazer algo tão bruto quanto suas gravações.


O primeiro disco, entitulado Roots of earth are consuming my home usa e abusa de vozes cavernosas, letras odiosas, blast beats e d-beats, riffs arrastados e dissonantes por todo o lugar, em seguida fizeram algumas turnês pela Europa e splits com bandas como Code Orange Kids, Goldust e Calm The Fire.


Nesse ano lançaram seu segundo álbum, Rudiments of Mutilation, indo para um rumo com uma produção mais crua, músicas mais rápidas e as faixas arrasta corrente agora usariam elementos que remetem ao black metal e power electronics.


Outro fato curioso é que além desses dois álbuns, ao Full Of Hell lança em seu bandcamp algumas tapes/eps com faixas de ambient/noise, maioria delas feitas por Dylan e Spencer (vocalista e guitarrista do grupo, respectivamente), entre essas obras, tem um cover de Atmosphere do Joy Division que me deixou boquiaberto com o resultado soturno de tal versão.


Aqui deixo link para o debut deles, desfrutem e fiquem de olho nos próximos lançamentos dessa juventude perdida, embaixo vou deixar um vídeo ao vivo deles para sentirem a bad vibe:

#1 Bad Music Sessions


Para os apreciantes da música ruim de Porto Alegre e arredores, temos uma ótima notícia (ou não). Eu e Rodrigo, que somos grandes entusiastas da nossa "cena" local, já estávamos fazia um tempo afim de começar a organizar alguns agitos e discutimos muito sobre isso. Por fim, decidimos em armar alguns "pocket shows" usando o nome do blog e finalmente tirar a ideia do papel, iniciando esse projeto que chamaremos de Bad Music Sessions.

Inicialmente, as Bad Music Sessions ocorrerão bimestralmente no estúdio Black Stone, que fica ali na Barros Cassal (nº 357), em frente ao finado Garagem Hermética, e trarão como atrações sempre bandas e artistas da cena local que apreciamos, dos mais diferentes estilos, tudo na ética underground e do it yourself.

A primeira Bad Music Session será realizada sábado, dia 14 de setembro, e terá como atrações:

- Viruskorrosivus, banda minha e do Rodrigo. Tocamos hardcore/crossover na linha old school, influenciado por Bad Brains, Black Flag, Dead Kennedys, Poison Idea, Ratos de Porão, Olho Seco, Discharge, Extreme Noise Terror, Anti-Cimex, Riistetyt, Death Side, G.I.S.M, Accüsed, Suicidal Tendencies, D.R.I e outras pirambeiras nessa linha. Além de mim e do Rodrigo, a banda também conta com Michel Munhoz (que já tocou na Gritos de Alerta e Damn Laser Vampires) e João Carvalho (que toca baixo na Living in Hell);



- Podias Erpior, diretamente dos anos 90 e agora de volta com uma nova formação. O som é um hardcore punk tosco, mais na linha california anos 80. Um dos shows mais enérgicos que já vi, recomendo. A banda tem um disco (virtual apenas) lançado, com o belíssimo título "Teu Pai de Lingerie" (baixe aqui), que contém 9 sons próprios e alguns sons covers e versões;



- Anomalia Social é de Caxias, e manda um punk rock mais clássico, com claras influências de Ramones, Clash, Sex Pistols, Stooges, U.K. Subs, Stiff Little Fingers e outras nessa linha. A banda é nova, foi formada no início desse ano, e já mostra um bom entrosamento e personalidade, e conta com um repertório sensacional de próprias e covers. Estão gravando uma demo que deve sair no final desse mês, e que com certeza estará disponível aqui no blog assim que sair.



As atividades começam PONTUALMENTE às 20h, portanto, cheguem cedo. O ingresso é 10 reais, sem choro, e a ceva no estúdio é 4 pila. As atividades encerram-se 00h, pois é a hora do fechamento do estúdio. Todos estão convocados para essa belíssima celebração ao punk, para pogar, usar drogas, beber, cultuar o bode, fornicar virgens e praticar o amor livre. Marque presença na página do evento no facebook (e mais importante que isso, COMPAREÇA AO SHOW) e venha curtir conosco. Nos vemos lá!